27% dos desempregados procuram trabalho há mais de 2 anos, diz IBGE

27% dos desempregados procuram trabalho há mais de 2 anos, diz IBGE

Publicado em 17 de novembro de 2022

Percentual representa 2,57 milhões de pessoas de um total de 9,46 milhões de pessoas em busca de trabalho.

Quase 30% (27,2%) dos desempregados procurava trabalho havia mais de dois anos no terceiro trimestre de 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua trimestral, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual representa 2,57 milhões de pessoas de um total de 9,46 milhões de pessoas em busca de trabalho.

A taxa de desemprego nacional no terceiro trimestre foi de 8,7%, ante 9,3% dos três meses anteriores, conforme divulgado pelo IBGE na semana passada. Hoje, o instituto detalha o resultado.

O desemprego de dois anos ou mais é classificado como desemprego de longo prazo. Quanto mais tempo fora do mercado de trabalho, mais difícil é para um trabalhador se colocar. Além disso, ele vai perdendo habilidades e práticas ligadas à sua rotina.

Os dados do IBGE mostram ainda que 11,7% dos desempregados buscam trabalho por um período entre um ano ou menos de dois anos (1,10 milhão de pessoas).

O grupo dos trabalhadores que procuram uma oportunidade há um tempo entre um mês e um ano corresponde a 44,5% do total de desempregados, ou 4,208 milhões de pessoas.

Os desempregados há menos tempo (por até um mês), por sua vez, correspondem a 16,6% do total dos que buscam trabalho, ou 1,573 milhão de pessoas.

Informalidade

Mais da metade dos trabalhadores estava no mercado informal em nove das 27 unidades da federação no terceiro trimestre, indicou o IBGE.

Na média brasileira, a taxa de informalidade – que é a proporção de trabalhadores informais frente ao total dos ocupados no país – foi de 39,4% no terceiro trimestre. Em nove unidades da federação, no entanto, ela passa de 50%.

A pior situação é a do Pará (60,5%), seguido por Maranhão (59,1%) e Amazonas (57,1%), Piauí (54,5%), Bahia (53,3%), Ceará (52,2%), Sergipe (51,4%), Paraíba (50,7%) e Pernambuco (50,6%).

Por outro lado, as menores taxas foram registradas em São Paulo (30,6%), Distrito Federal (29,8%) e Santa Catarina (25,9%).

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, houve queda da taxa de informalidade em cinco unidades da federação (Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Norte).

Apenas o Rio de Janeiro registrou alta (36,5% no segundo trimestre para 38,5% no terceiro trimestre).

As demais 21 unidades da federação mantiveram a taxa de informalidade estatisticamente estável na passagem entre o segundo e o terceiro trimestres de 2022.

Fonte: Valor Econômico
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