21 mar “A terceirização criou uma ideia de que liberou geral”, diz ministro do Trabalho
“A terceirização criou uma ideia de que liberou geral”, diz ministro do Trabalho
Empresas, porém, alegam ser difícil fiscalizar prestadores de serviços.
Em paralelo às manifestações específicas sobre os casos de trabalho análogo à escravidão no Rio Grande do Sul, têm sido frequentes as reclamações de empresários sobre a exigência da lei de que o contratante seja responsabilizado por descumprimentos feitos pelo prestador do serviço. O argumento é de que esse acompanhamento é difícil de fazer. Veja o posicionamento do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha:
“O correto seria fazer o ajuste nessa legislação de terceirização. Isso é um processo em construção. Temos que dialogar no grupo que estamos montando para dialogar sobre a legislação trabalhista e o convencimento do Congresso Nacional. Lembrando que a reforma passou pelo Congresso e as eventuais revisões de pontos da reforma precisarão também passar pelo Congresso Nacional. Agora, de fato, a terceirização criou uma ideia de ‘liberou geral’, e as empresas não estão sabendo interpretar na ponta e estão praticando esse verdadeiro absurdo da degradação do trabalho. O que isso significa? Como se dizia, ‘o trabalho dignifica o homem, a pessoa humana’, mas ele precisa estar regulado , cumprindo o piso salarial, respeitando as condições de saúde, meio ambiente…”
Ouça na íntegra: https://soundcloud.com/radiogaucha/ministro-de-estado-do-trabalho-e-emprego-luiz-marinho-20032023
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