27 ago Abicalçados vê necessidade de mais medidas de proteção ao emprego
Abicalçados vê necessidade de mais medidas de proteção ao emprego
Os esforços do governo federal foram vistos como positivos pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), mas ainda seriam necessárias medidas de proteção ao emprego. O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que as linhas de crédito ajudam, mas não resolvem os graves problemas ocasionados pelo tarifaço. “Como uma atividade intensiva em mão de obra, que emprega diretamente mais de 290 mil pessoas, necessitamos de medidas de proteção ao emprego. A empresa que deixa de atender seu principal mercado internacional, não vai conseguir manter empregos com mais dívidas a pagar, mesmo com juros abaixo do mercado”, avalia. O executivo ressalta que se o setor não consegue manter as exportações, também não conseguirá cumprir os compromissos estabelecidos pelos empréstimos.
Na semana passada, Ferreira levou demandas de proteção ao emprego para o governo federal. Entre as medidas sugeridas, estão a suspensão do contrato de trabalho por até 90 dias; a possibilidade de prorrogação dos prazos de redução de jornada e salário e de suspensão do contrato pelo Executivo; e o pagamento ao empregado, com recursos da União, entre outros.
A Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs), que representa mais de 2,4 mil empresas e mais de 34 mil postos de trabalho, avaliou como positivas as linhas de crédito, que ajudam a dar fôlego aos empresários. As empresas poderão ser beneficiadas com aumento do capital de giro, investimento em inovação e busca por novos mercados. De acordo com a entidade, o mercado norte-americano é relevante, sobretudo para aquelas companhias que têm no país seu destino externo.
O setor teve um faturamento nominal em 2024 de R$ 13,65 bilhões (representa 15,2% do faturamento brasileiro, sendo o segundo maior fabricante do País). O RS vende para mais de 120 países, com um volume de US$ 261.1 milhões, conforme números de 2024. Neste primeiro semestre de 2025, o volume de vendas foi de mais de US$ 117,5 milhões, sendo que os EUA representam 16,2% desse montante, cerca de 19 milhões de dólares. “O setor é forte, resiliente e vai trabalhar para reduzir esse impacto”, diz a entidade.
Sorry, the comment form is closed at this time.