31 jul Ainda sob impacto da cheia, RS perde 8,6 mil empregos com carteira em junho
Ainda sob impacto da cheia, RS perde 8,6 mil empregos com carteira em junho
Desempenho estadual foi na contramão do país pelo segundo mês consecutivo. Indústria é o segmento que mais demitiu, mas houve efeito negativo em todos os setores. No primeiro semestre, resultado geral ainda é positivo.
Pelo segundo mês seguido, o Rio Grande do Sul fechou com saldo negativo de empregos com carteira assinada. Em junho, foram 8.569 a menos, decorrente de 108.299 admissões e 116.868 desligamentos. Em maio, quando houve a cheia histórica no Estado, houve perda de 21.990 vagas formais, segundo dados ajustados.
O balanço é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Também pela segunda vez seguida, o Rio Grande do Sul foi o único Estado a registrar saldo negativo no mês. As outras 26 unidades da federação tiveram desempenhos positivos, levando o país a apresentar resultado positivo de 201.705 empregos com carteira — diferença de 2.071.649 admissões e de 1.869.944 desligamentos.
Os dados mostram que depois da enchente histórica há um acumulado de 30.559 empregos com carteira a menos no Rio Grande do Sul. Porém, no primeiro semestre deste ano o resultado é positivo — 38.742 — graças aos desempenhos favoráveis no período de janeiro a abril.
Entre os cinco grandes grupamentos de atividades no Rio Grande do Sul, em junho, apenas o de construção teve desempenho positivo. Indústria liderou a maior perda de empregos, seguida de comércio, agropecuária e serviços.
Ao divulgar os resultados, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que esperava um saldo negativo maior de vagas de emprego no Rio Grande do Sul. A expectativa, segundo ele, é de que este próximo semestre seja de ajuste e que a partir do ano que vem o saldo positivo comece a ser registrado no Estado.
— Me surpreendeu o número de junho, achei que (negativo) seria maior que maio. Vamos observar o mês de julho, acho que ainda vai ficar negativo, mas uma tendência é de ir se recuperando. É possível que já tenha setores estabilizados. Nossa expectativa é de que em especial a partir dos projetos, gerando obras, especialmente na construção civil, comece a recuperar e a gente entre no ano que vem de forma positiva — avaliou Marinho.
Na avaliação do secretário estadual de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, apesar do resultado negativo em junho, os números indicam o início de uma retomada econômica no Rio Grande do Sul.
— É importante ressaltar que ainda temos um acumulado positivo no número de empregos formais em 2024. E, em comparação com os dados de maio, houve uma queda 61% menor. A expectativa é que esse cenário continue melhorando com a atuação conjunta dos governos estadual e federal e dos bancos públicos. Esperamos que o saldo de julho já possa ser positivo — destacou Sossella.
Já o salário médio real de admissão no RS subiu de R$ 2.021,30 em maio para R$ 2.062,27 em junho.
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