Após 575 contratações com carteira assinada em abril, RS acumula saldo de 74 mil postos de trabalho no ano

Após 575 contratações com carteira assinada em abril, RS acumula saldo de 74 mil postos de trabalho no ano

Publicado em 27 de maio de 2021

Resultado é o mais tímido entre os quatro primeiros meses de 2021, mas superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O Rio Grande do Sul abriu 575 vagas de emprego com carteira assinada em abril deste ano. É o quarto mês consecutivo com resultado positivo na geração de postos de trabalho no Estado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (26).

O saldo é o resultado entre 89.512 contratações e 88.937 demissões no último mês. No acumulado do ano, o saldo continua positivo, com 74.018 vagas criadas.

Na comparação com os meses anteriores, abril tem o desempenho mais baixo na geração de vagas em 2021. Para efeito de comparação, março registrou abertura de 17.088 postos. No entanto, o resultado de abril é melhor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o Estado fechou 81.104 vagas com carteira assinada em meio às primeiras restrições causadas pela pandemia de coronavírus. Ou seja, mesmo abaixo do desempenho verificado no primeiro trimestre, o Estado continua contratando mais do que demitindo, , mas em ritmo menor.

O pesquisador Rodrigo Feix, do Departamento de Economia e Estatística, da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), destaca que o desempenho mais fraco na geração de emprego em abril é sazonal. Feix atribui esse movimento ao fim do ciclo da safra, que gera redução na mão de obra.

— A safra de verão tem uma participação muito expressiva na geração de emprego nos três primeiros meses do ano e esse emprego vai ficando negativo no segundo e no terceiro trimestre — explica Feix.

Os dados do desempenho dos setores em abril  reforçam a avaliação do pesquisador. A indústria segue liderando na abertura de vagas, com + 1.030, no mês. Na outra ponta, a agricultura amarga o pior desempenho, com – 1.299 postos.

Na indústria, o segmento ligado ao fumo segue aquecido, movimento sazonal, principalmente em razão do processamento. A fabricação de produtos de fumos se destaca com abertura de 1.612 vagas. Na mesma linha, Santa Cruz do Sul (+1.045) e Venâncio Aires (+467), municípios onde a produção de fumo predomina, lideram entre as cidades na geração de emprego em abril. Passo Fundo (-1.478) apresenta o pior resultado.

O pesquisador do DEE estima que a agropecuária deve seguir registrando números negativos na abertura de postos nos próximos meses. Nesse sentido, Feix destaca que o combate à pandemia tem de avançar no país para criar ambiente favorável para a criação de vagas em outros setores.

Brasil

No país, a tendência também é de saldo positivo na geração de emprego, mas em patamar menor em relação ao mês imediatamente anterior. Após a criação de 177.352 vagas em março, o mercado de trabalho formal brasileiro registrou um saldo positivo de 120.935 carteiras assinadas em abril.

O resultado do mês passado ocorre diante de 1,381 milhão de admissões e 1,260 milhão de demissões. O desempenho é acima do registrado em abril do ano passado, quando o país fechou 963.703 postos em meio ao início restrições causadas pela pandemia. O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou que o a desaceleração em abril ocorre em razão da pandemia:

— (O resultado) parece pouco frente ao que gerávamos antes, mas temos que considerar que (abril) foi o mês em que se sentiu mais o impacto da segunda onda da covid-19. Na primeira onda, ano passado, perdemos mais de 900 mil empregos. Agora, criamos 120 mil empregos. O Brasil está mostrando resiliência.

Fonte: Gaúcha GZH
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