Avança projeto que isenta PLR de imposto de renda

Avança projeto que isenta PLR de imposto de renda

Publicado em 28 de abril de 2022

Comissão do Senado aprova proposta em caráter terminativo.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, ontem, um projeto que isenta empregados de pagar Imposto de Renda sobre a chamada Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Na prática, a proposta estende aos funcionários o mesmo tratamento que já é recebido por sócios e acionistas, quando do pagamento de dividendos. Como o projeto é terminativo, o texto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

A proposta é de autoria do líder do Podemos no Senado, Alvaro Dias (PR). Segundo ele, o objetivo do projeto é exatamente dar tratamento equitativo entre as parcelas do lucro apropriado pelo capitalista e pelo trabalhador.

“Não apenas se estará fazendo justiça entre todos os que contribuíram para a formação do lucro, mas também se estará incentivando maior aceitação e disseminação do instituto, que é de extraordinária importância econômica e social”, argumentou.

Atualmente, os lucros e dividendos para acionistas não são tributados, enquanto que os trabalhadores que recebem uma parte dos lucros das empresas têm de pagar imposto de renda sobre esses valores.

O projeto também prevê que o Executivo estimará o montante de renúncia fiscal ocasionado pela proposição e o incluirá em demonstrativo que acompanha o projeto de lei orçamentária, bem como incluirá a renúncia nas propostas orçamentárias dos exercícios seguintes.

Para o relator do projeto, senador Irajá Abreu (PSD-TO), com a isenção tributária, os trabalhadores poderão receber mais recursos líquidos a título de PLR, o que tornará o regime mais interessante ao trabalhador e ajudará a movimentar e economia.

“É preciso afastar por completo o Imposto sobre a Renda que hoje grava o pagamento de PLR aos empregados das empresas, de sorte a conferir tratamento semelhante ao dispensado pelo legislador aos lucros entregues aos acionistas”, defendeu Irajá.

Na mesma sessão, os senadores aprovaram uma proposta que prorroga até o fim de 2024 a utilização de recursos emergenciais para alavancar empréstimos do chamado Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o Pronampe. O projeto é uma das medidas do governo federal para facilitar o acesso a crédito por micro e pequenas empresas.

Com essa prorrogação, na prática, os recursos aportados pelo governo por meio de crédito extraordinário somente serão devolvidos aos cofres do Tesouro Nacional apenas a partir de 2025..Além disso, o texto permite que o governo realoque recursos do Orçamento no Fundo Garantidor de Operações (FGO), responsável por honrar os pagamentos em caso de inadimplência. O objetivo é evitar que o fundo fique sem recursos para garantir a continuidade das operações. Agora a proposta segue para sanção presidencial.

Por fim, foi aprovada a Medida Provisória (MP) 1077, que cria o programa Internet Brasil, que visa promover o acesso gratuito à internet em banda larga móvel a estudantes da educação básica da rede pública de ensino pertencentes a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

Fonte: Valor Econômico
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