18 out BNDES faz acordo para incentivar diversidade
BNDES faz acordo para incentivar diversidade
Banco promete promover políticas para fomentar a equidade racial e de gênero na instituição e em empresas parceiras.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assina nesta quarta-feira (18) acordo de cooperação com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania para incentivar a diversidade e inclusão de pessoas na instituição e em empresas que operam com o banco de fomento.
O acordo irá promover o compartilhamento de informações e metodologias entre os dois órgãos para aperfeiçoar as políticas de governança e direitos humanos do banco e aprimorar a promoção das práticas entre os parceiros da instituição.
Com o acordo, o BNDES pretende se tornar um indutor de práticas de diversidade no setor privado através da rede de clientes, parceiros e fornecedores do banco. Para isso, planeja aplicar, no prazo de um ano, formulários para que empresas que operam junto à instituição indiquem informações sobre a ocupação de negros, mulheres e pessoas com deficiência.
“Nosso foco primeiro são as grandes empresas, porque esperamos que atuando de forma mais efetiva conseguiremos estimulá-las para induzir o mesmo na sua cadeia de relacionamento. Mas evidentemente é importante que a gente faça o dever de casa para não exigir algo que não está sendo bem-feito dentro do próprio BNDES”, diz Luiz Navarro, diretor de compliance e riscos do banco.
Os dados serão repassados ao ministério, que ficará responsável por elaborar relatórios técnicos para orientar o BNDES. O acordo de cooperação tem vigência de 24 meses e pode ser prorrogado.
A instituição de fomento também pretende enrijecer critérios de direitos humanos e compliance na análise de risco das companhias para obtenção de crédito com o banco. Segundo o diretor, haverá um período para as empresas se adaptarem e aquelas que não atenderem aos parâmetros mínimos podem ficar impedidas de contratar com o BNDES.
“Nós já fazemos essa análise, mas de forma muito tímida. A nossa pretensão agora é muito maior”, diz Navarro. “É fazer com que as empresas não tenham apenas um cadastro negativo, mas também positivo, demonstrando que têm boas práticas e políticas que estejam funcionando.”
O compromisso vem na esteira de uma série de políticas que o BNDES tem implementado para fomentar a equidade racial e de gênero em seus quadros. Dos 2.471 empregados do banco, 1,7% se declarou preto e 12,9% se consideram pardos, segundo relatório recente do BNDES.
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