Centrais fazem ato em São Paulo para manter desoneração da folha

Centrais fazem ato em São Paulo para manter desoneração da folha

Publicado em 26 de outubro de 2021

Centrais sindicais promoveram ato segunda-feira (25) na Avenida Paulista pela continuidade da desoneração da folha de pagamentos. A matéria tramita na Câmara dos Deputados. As entidades pedem manutenção da isenção fiscal sobre os salários. A medida beneficia 17 setores e, argumentam, ajuda a manter cerca de 6 milhões de empregos.

Segundo os sindicalistas, a medida é essencial pra que a taxa de desemprego não aumente e a fim de que se valorize também a ação sindical pró-mercado de trabalho.

De acordo com Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo, o setor patronal está mobilizado pela desoneração da folha. “Se não for aprovado o projeto, teremos um desemprego maior ainda, o que é ruim pra todos”, alertou.

Projeto de lei
O PL (Projeto de Lei 2.541/21), do deputado Efraim Filho (DEM-PB), que trata deste assunto foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, em 15 de setembro. O texto está agora em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), cujo relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) ofereceu parecer favorável ao projeto.

Desse modo, a matéria está pronta para votação na CCJ. Caso seja aprovado, e se não houver recurso contrário à decisão do colegiado, o texto poderá ir direto ao exame do Senado Federal.

Desoneração
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), defende a causa. “A pressão das centrais é legítima e atende aos gerais interesse da sociedade”, afirmou.

UGT
O presidente Ricardo Patah explica que a medida foi aprovada em comissão especial, mas o governo tenta obstruir o voto na Câmara. Segundo o líder ugetista, o argumento é que a medida derrubaria R$ 9 bilhões da arrecadação. Porém, o governo não faz a conta de quanto custará o desemprego.

“Já há 15 milhões de desempregados. A desoneração é fundamental pra impedir que milhões sejam demitidos em janeiro”, adverte. Ricardo Patah lembra que trabalhador também é consumidor. “Quem consome, além de aquecer a economia, paga impostos pro Estado”, disse. (Com informações da Agência Sindical)

Fonte: Agência Diap
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