Centrais pedem que reforma trabalhista tramite sem urgência

Centrais pedem que reforma trabalhista tramite sem urgência

Publicado em 18 de janeiro de 2017

As maiores centrais sindicais pediram ao
presidente Michel Temer que a reforma trabalhista tramite no Congresso Nacional
sem urgência. Em reunião ontem com o deputado Paulinho da Força (SD-SP), Temer
recebeu carta de sindicalistas e se mostrou aberto a acatar a sugestão, segundo
o parlamentar.

 

O argumento dos sindicalistas é que é
necessário mais tempo para debater a reforma, uma vez que a reforma da
Previdência também já foi enviada à Câmara. A carta é assinada pelas centrais
CUT, UGT, Nova Central, CSB, CTB e Força Sindical. O grupo pede tramitação
regular para que não haja “açodamento” na reforma trabalhista, e ressaltam que
poderá haver mudanças consideráveis para os trabalhadores, empresas e na
economia nacional.

 

Paulinho da Força tentou amenizar os termos da
reforma previdenciária: em vez de idade mínima de aposentadoria de 65 anos para
homens e mulheres, como quer o governo, Paulinho propôs a Temer 60 anos para
homens e 58 anos para mulheres. Temer disse que precisa discutir o assunto com
o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Na segunda-feira, o presidente
declarou que a idade mínima da aposentadoria na reforma seria “inegociável”,
posição reafirmada por Meirelles.

 

 

Jornal
do Comércio

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