08 abr Centrais querem imposto sindical e jornada de 40 horas
Centrais querem imposto sindical e jornada de 40 horas
Entidades também pedem Uber registrado, fim da independência do BC e imposto sobre grandes fortunas; leia propostas.
Durante a Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), realizada nesta 5ª feira (7.abr.2022), em São Paulo, representantes de 9 centrais sindicais aprovaram 63 propostas para apresentar aos pré-candidatos à Presidência.
As pautas englobam temas que tratam dos direitos de trabalhadores, a independência do Banco Central, tributação de fortunas e licença maternidade.
Segundo o caderno de propostas, as pautas surgiram nos debates feitos em cada base das centrais sindicais e têm como objetivo promover o “desenvolvimento social e econômico que supere as desigualdades, gere empregos formais de qualidade”.
O Poder360 destacou as seguintes propostas:
combustíveis – fim da política de Preço de Paridade Internacional adotada pela Petrobras;
volta do imposto sindical – pedido vem de maneira eufemística: “Respeito às assembleias, inclusive com o financiamento solidário e democrático da estrutura sindical”. Ou seja, os associados de algum sindicato decidem que todos os trabalhadores devem pagar imposto e a regra será aplicada de maneira generalizada para aquela categoria, mesmo que a assembleia tenha poucas pessoas presentes;
jornada de 40 horas semanais – hoje são 44 horas. As centrais querem o corte das horas “sem redução de salário”;
licença maternidade de 180 dias – hoje são 120 dias;
formalizar emprego por aplicativo – motoristas e entregadores passariam a ser contratados formais – atualmente, quem trabalha é considerado autônomo, mas em novembro de 2021, o TST (Tribunal Superior do Trabalho), reconheceu o vínculo empregatício com da Uber com um motorista;
fim da terceirização facilitada – revogar parte da reforma trabalhista aprovada no governo Temer;
fim da independência do Banco Central;
imposto sobre grandes fortunas e dividendos – a proposta pede a reforma do sistema tributário considerando a capacidade contributiva de cada brasileiro para diminuir a desigualdade socioeconômica;
abandonar a reforma administrativa– arquivar a PEC 32/2020, apresentada pelo governo Bolsonaro; …
revogar o “Novo Ensino Me?dio” – sistema foi aprovado no governo Temer e regulamentado no governo Bolsonaro;
renda básica – criação de um programa de transferência de renda integrado às políticas sociais e destinado aos diferentes formatos de famílias, como as chefiadas por mulheres;
teto de gastos– revogar a PEC 95 que limita despesas;
demarcação de terras indígenas e quilombolas– com proibição de atividades mineradoras ou qualquer outra que prejudique o meio ambiente.
Para ler o documento completo com todas as pautas, eis a íntegra (3 MB). Participaram da elaboração do documento:
° CUT (Central Única dos Trabalhadores);
° Força Sindical;
° Intersindical Central da Classe Trabalhadora;
° CBS (Central dos Sindicatos Brasileiros);
° CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil);
° Intersindical Instrumento da Classe Trabalhadora;
° NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores);
° UGT (União Geral dos Trabalhadores); e
° Pública Central do Servidor….
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