Comentarista vence ação trabalhista contra a Globo

Comentarista vence ação trabalhista contra a Globo

Publicado em 7 de outubro de 2020

Comentarista no Grupo Globo entre 2011 e 2017, atuando principalmente em transmissões do Campeonato Brasileiro no Première – sistema de pay per view – o jornalista Rivelino Teixeira venceu uma ação trabalhista contra a emissora carioca depois de ter sido demitido horas antes de uma transmissão da Série B. O grupo de comunicação terá de pagar R$ 200 mil em para o ex-funcionário. A sentença foi divulgada pela 5ª Vara do Trabalho de São Paulo (SP) na semana passada. Não há trânsito em julgado. Rivelino Teixeira pedia a condenação da ex-empregadora pelo não cumprimento de obrigações legais e contratuais por parte da Globo.

A Justiça analisou caso a caso e não condenou a emissora em todos os pedidos feitos pelo jornalista.  Entre estes, a falta de pagamento de férias e horas extras, além de indenização por constrangimento e assédio moral na demissão. Teixeira também alegou que não tinha intervalo para repouso ou alimentação e que ganhava menos do que colegas que desempenhavam a mesma função.

A sentença não reconheceu que a Globo tenha cometido constrangimento na dispensa, mas deu ganho de causa em todos os outros pedidos do comentarista.

No processo, Teixeira relata a história de sua demissão. Na ocasião, ele estava em Varginha (MG) para comentar a partida entre Boa Esporte e Internacional, no dia 17 de outubro de 2017, pela Série B. Instalado em um hotel local, diz que recebeu a ligação de um jornalista para checar se havia sido demitido.

Ao ver sua demissão noticiada por saites esportivos, Teixeira foi checar com seu chefe. Este então confirmou a demissão, sendo convocado a voltar para São Paulo, a fim de assinar a ciência da dispensa. O comentarista foi desligado na grande leva de dispensas do Esporte da Globo ocorrida em outubro de 2017, que também envolveu nomes como Vanessa Riche e Luciana Ávila. Por fim, o profissional alega que teve que lidar com transtornos psicológicos decorrentes das circunstâncias do desligamento.

Na instrução, testemunhas foram divergentes sobre este ponto na história. Conforme a sentença proferida pelo juiz Carlos Eduardo Ferreira de Souza Duarte Saad, a Globo não teve culpa de a informação ter vazado. Por isso, não condenou a emissora por danos morais. Porém, em outros pontos, como a falta de equiparação do salário em relação a outros comentaristas, Rivelino Teixeira conseguiu provar que não recebia o mesmo tratamento que colegas. Procurada, a Globo informou apenas que “não se manifesta sobre assuntos que estão sub judice“.

Teixeira foi o segundo integrante do setor de esportes da Globo que foi demitido em 2017, que vence um processo trabalhista contra a emissora. Em maio, o ex-executivo Renato Matte derrotou a emissora carioca no TRT da 4ª Região e recebeu R$ 200 mil após também ter sido desligado sem o cumprimento de cláusulas trabalhistas rescisórias.

Fonte: Espaço Vital
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