Crise do coronavírus atinge em cheio mercado de trabalho no país com queda recorde na ocupação

Crise do coronavírus atinge em cheio mercado de trabalho no país com queda recorde na ocupação

Publicado em 29 de maio de 2020

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 12,6% no trimestre encerrado em abril de 2020, ficando acima do registrado no trimestre imediatamente anterior de novembro a janeiro de 2019 (11,2%) e apresentando estabilidade, conforme o IBGE, em relação mesmo período de 2019, quando a taxa registrou 12,5%.

No que se refere aos componentes da taxa de desocupação, comparativamente ao mesmo trimestre do ano anterior, o contingente de ocupados teve queda de 3,4%, e a força de trabalho disponível retraiu 3,3% – ambos registrando a maior queda na série histórica que teve início em mar/12. Com quedas em magnitudes muito próximas do número de ocupados e da força de trabalho disponível, houve estabilidade na taxa de desocupação.

O rendimento médio das pessoas ocupadas foi de R$ 2.245,00 no período de fevereiro a abril de 2020, com aumento de 2,5% em relação à remuneração do mesmo trimestre do ano anterior, refletindo a saída do mercado de trabalho de pessoas com rendimentos menores. Na mesma de comparação, a massa de rendimento real variou   -0,8%, porém ficou estável segundo o IBGE; em relação ao trimestre anterior, houve queda recorde de 3,3%, refletindo a redução no contingente de ocupados – 4,9 milhões nessa comparação.

O efeito do Coronavírus sobre o mercado de trabalho que ainda não era claro em março ficou evidente na Pnad Contínua de abril: a crise que se agravou atingiu em cheio o mercado de trabalho. A queda na ocupação foi recorde e generalizada, e a grande maioria dos que perderam seus empregos não buscaram novas colocações, mas saíram do mercado de trabalho, explicando a alta recorde do contingente de pessoas fora da força de trabalho (9,2% em relação a ao mesmo trimestre de 2019). A maior queda no número de ocupados, para ambas comparações, foi registrada no Comércio, seguido pela Construção, Serviços Domésticos e Alojamento e Alimentação. O tamanho dos danos no mercado de trabalho pelos efeitos da crise, contudo, podem ser ainda maiores, uma vez que, com o agravamento da crise e sem o prolongamento das medidas de suporte ao emprego e acesso efetivo a crédito, muitos empregos formais seguem em risco.

Fonte: Agência Fecomércio
No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.