Desemprego fechou 2025 com a menor taxa histórica e informalidade cai no RS

Desemprego fechou 2025 com a menor taxa histórica e informalidade cai no RS

Publicado em 20 de fevereiro de 2026

Aqui do lado, Santa Catarina tem os melhores indicadores do país.

A taxa de desemprego do Rio Grande do Sul teve uma queda relevante no último trimestre de 2025, passando de 4,1% para 3,7%. Com isso, renova a mínima histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2012.

A média do Brasil também recuou, para 5,1%. A taxa gaúcha é a sétima menor, mas fica acima dos vizinhos do Sul, Paraná (3,2%) e Santa Catarina (2,2%). A catarinense, aliás, é a mais baixa do país.

Pela estimativa do IBGE, há 229 mil gaúchos sem trabalho, mas que gostariam de ter uma ocupação. São 51 mil a menos do que no mesmo período do ano anterior. Em momentos de crise, como da pandemia, esse número chegou a superar 500 mil pessoas.

Destaque para a geração de 39 mil empregos no comércio, o que é comum perto da Black Friday e do Natal. Mas setor público e indústria também criaram muitos postos de trabalho de outubro a dezembro. Houve fechamento de vagas, em menor intensidade, na construção, no transporte, na agropecuária e nos serviços domésticos.

Formalidade

O Rio Grande do Sul também tem a terceira maior taxa de formalidade do país. Dos trabalhadores, 81,5% têm carteira assinada. Menos apenas do que Santa Catarina e São Paulo.

Aliás, aqui se destaca o fato de que caiu o número de pessoas trabalhando sem carteira assinada e de empregadores e trabalhadores contra própria sem CNPJ. Os formalizados aumentaram.

Desalento

Outro destaque é que o Estado tem o segundo menor índice de desalento, ficando em apenas 0,6%. Ou seja, é mais o percentual de gaúchos que desistiram de buscar trabalho.

Renda

Além de cair o desemprego, a renda subiu por trabalhador, para R$ 3.968, R$ 62 a mais do que na pesquisa anterior. Com esse cenário, a massa salarial total do Estado superou R$ 23 bilhões.

A pesquisa do IBGE considera trabalhadores com e sem carteira, empregadores, trabalhadores por conta própria com e sem CNPJ, domésticos e familiares.

Fonte: Giane Guerra
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