Desemprego no Brasil cai a 5,6% e atinge menor nível da série histórica

Desemprego no Brasil cai a 5,6% e atinge menor nível da série histórica

Publicado em 17 de setembro de 2025

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, segundo a PNAD Contínua, divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. O índice é o menor desde o início da série histórica, em 2012, e representa queda de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,6%) e de 1,2 ponto frente ao mesmo período de 2024 (6,8%).

O resultado reflete, ao mesmo tempo, o crescimento do número de pessoas ocupadas e a diminuição da população em busca de trabalho. Nos últimos três meses, o total de desocupados recuou 14,2%, alcançando 6,1 milhões de pessoas, enquanto o contingente de ocupados avançou para 102,4 milhões, estabelecendo um novo recorde.

Outro destaque foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que mede trabalhadores desempregados, sub ocupados ou que poderiam trabalhar, mas não buscam emprego. O índice ficou em 14,1%, também o mais baixo da série.

O mercado formal mostrou força: o número de empregados com carteira assinada no setor privado subiu para 39,1 milhões, enquanto o setor público registrou 12,9 milhões de ocupados – ambos recordes. Também cresceu o contingente de trabalhadores por conta própria, que atingiu 25,9 milhões.

Na renda, o levantamento apontou aumento. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.484, alta de 1,3% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% frente ao mesmo período de 2024. A massa de rendimentos alcançou R$ 352,3 bilhões, também recorde.

Apesar do cenário positivo, a taxa de informalidade permanece elevada, atingindo 37,8% da população ocupada, o que equivale a 38,8 milhões de trabalhadores.

Os resultados detalhados para o Rio Grande do Sul serão divulgados somente em novembro, quando o IBGE publicará a divisão por estados.

Em suas redes sociais, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, comemorou o resultado. “Desemprego em queda, na mínima histórica. Recorde de empregos com carteira assinada. Aumento de renda. Dados que mostram um Brasil mais forte. Bom dia a todos”, escreveu em sua conta no X.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também celebrou a queda da taxa de desemprego à mínima histórica e os demais números do mercado de trabalho. “Superamos expectativas do mercado e vamos consolidando crescimento no emprego e na renda!”, escreveu Tebet, na sua conta no X. Tebet também destacou que o total de pessoas ocupadas, de 102,4 milhões, o nível de ocupação, de 58,8%, e a massa de rendimento real, de R$ 352,3 bilhões, foram máximas da série histórica.

Principais indicadores do mercado de trabalho (mai-jul/2025)

  • Taxa de desocupação: 5,6% – menor da série histórica
  • População desocupada: 6,1 milhões (-14,2% no trimestre)
  • População ocupada: 102,4 milhões – recorde da série
  • Taxa de subutilização: 14,1% – menor da série
  • Rendimento médio real: R$ 3.484 – recorde, alta de 3,8% em um ano
  • Informalidade: 37,8% dos ocupados (38,8 milhões)
  • Com carteira assinada: 39,1 milhões – recorde
Fonte: Jornal do Comércio
No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.