Desocupação cai no país em 2023

Desocupação cai no país em 2023

Publicado em 1 de fevereiro de 2024

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, a taxa de desocupação média brasileira foi de 7,4% no trimestre encerrado em dez/23. Em relação ao trimestre anterior (encerrado em set/23), quando a taxa foi de 7,7%, houve queda. Apesar do aumento recente da taxa de participação, ela se mantém consideravelmente abaixo do pré-pandemia, o que também ajuda a explicar a desocupação mais baixa. Considerando-se a taxa de participação no trimestre encerrado em dez/19 (63,6%), a taxa de desocupação seria de 9,4%.

O contingente de desocupados teve redução de cerca de 234 mil pessoas, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, totalizando 8,1 milhões de indivíduos – o que representou uma queda de 2,8% nessa base de comparação e uma redução de 5,7% em relação ao trimestre encerrado em dez/22. A população ocupada, por sua vez, teve expansão de aproximadamente 1,1 milhão trabalhadores, aumentando 1,1% na comparação com o trimestre encerrado em set/23 e 1,6% em relação ao trimestre de dez/22. Com o aumento no total de ocupados ante o trimestre anterior maior que a expansão de 912 mil pessoas no contingente da força de trabalho, houve redução na taxa de desocupação. A criação de empregos com carteira assinada no setor privado foi o que mais contribui para a expansão da população ocupada. Apesar de responder por 37,6% das ocupações na economia, a geração de empregos formais foi responsável por 53,4% das ocupações geradas no último trimestre do ano com relação ao imediatamente anterior. No mesmo período de comparação, entre as atividades, destaque para a indústria geral com a maior criação absoluta de ocupações (322 mil) e para os outros serviços com a maior criação em termos relativos (+5,8%, 302 mil).

O rendimento real médio das pessoas ocupadas foi de R$ 3.032 no trimestre encerrado em dez/23, crescendo 1,1% em relação ao trimestre encerrado em set/23 e 3,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com aumento do rendimento médio e do total de ocupados, a massa de rendimento real teve aumento de 5,0% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,1% ante o trimestre anterior. Essa expansão da massa real de salários deve continuar acontecendo no próximo trimestre motivada pelos reajustes nominais que devem ocorrer no início do ano em virtude da entrada em vigor do novo salário mínimo nacional e do bom comportamento da inflação, o que tem reflexo sobre a dinâmica de vendas do varejo e dos serviços voltados às famílias.

Os resultados da PNAD contínua surpreenderam positivamente trazendo uma taxa de desocupação menor do que a esperada num cenário de elevação da taxa de participação. A taxa de desocupação do trimestre encerrado em dez/23 foi a menor para o período desde 2014, quando registrou 6,6%. Com o resultado do último trimestre do ano, 2023 encerrou com uma taxa média de 7,8%, inferior aos 9,6% registrados em 2022. Depois de dois anos consecutivos de queda, a taxa de desocupação deverá se estabilizar em 2024, com um leve viés de alta.

Fonte: Fecomércio
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