Distribuição de renda valoriza trabalhadores

Distribuição de renda valoriza trabalhadores

Publicado em 29 de março de 2023

Presidente do TRT-4, Francisco Rossal de Araújo criticou as desigualdades sociais e destacou importância da Justiça Trabalhista.

D ireitos sociais, distribuição justa de riquezas e valorização dos trabalhadores foram alguns dos temas abordados ontem durante o 5° Congresso Estadual Ordinário, promovido pela União Geral dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (UGT-RS), na Capital. Na abertura do fórum, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), desembargador Francisco Rossal de Araújo, criticou os acusados de trabalho análogo à escravidão e a desigualdade social no país. Ao palestrar sobre “A importância da defesa da Justiça do Trabalho como última trincheira de defesa dos direitos dos trabalhadores”, Rossal destacou a importância dos direitos sociais.

“Países que têm melhor distribuição de renda são coincidentemente os países que têm direito do trabalho mais desenvolvido, direitos sociais, direito previdenciário organizado mais desenvolvidos e melhor negociação coletiva”, afirma, acrescentando que a discussão do tema é fundamental. “As pessoas que usufruem melhor os bens de serviços que a sociedade produz são as que têm direito do trabalho mais desenvolvido e, coincidentemente, menor distância entre ricos e pobres”, completa. Conforme Rossal, uma sociedade que acumula riqueza demais em uma ponta e pobreza na outra não se desenvolve de forma justa.

“Os países que concentraram riqueza não foram para frente. Os países que distribuíram melhor a riqueza são os que se desenvolveram melhor”, ressalta. Sobre os 207 trabalhadores resgatados em Bento Gonçalves, na Serra, Rossal afirmou que é preciso valorizar o trabalho dos auditores fiscais. “Não pode dar choque elétrico nas pessoas para elas trabalharam, não pode acordar aos gritos como um bicho. Todo mundo sabe disso, até os empresários sabem disso, sabem que pega mal”, enfatiza o desembargador. O presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, destaca o desenvolvimento de uma nova estrutura sindical com foco na valorização da negociação coletiva. “Os cenários são complexos, começou com a reforma (trabalhista) que tirou uma série de direitos, trazendo mais adversidades ao mundo do trabalho”, sustenta.

Fonte: Correio do Povo
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