30 jan Ensino profissional perdeu verba
Ensino profissional perdeu verba
Embora esteja se fortalecendo a ideia de que o Brasil precisa aumentar a oferta de vagas em educação profissional e tecnológica (EPT), os recursos para esse segmento no ensino público perderam participação no orçamento do Ministério da Educação (MEC) desde 2016. O fato contradiz o discurso das gestões Temer e Bolsonaro, que defendiam publicamente a modalidade como ferramenta para dar mais dinâmica à economia brasileira.
Enquanto o orçamento do MEC aumentou em R$ 30,7 bilhões de 2018 a 2022, o montante direcionado à educação profissional cresceu só R$ 1,4 bilhão, mostra levantamento do Itaú Educação e Trabalho.
Segundo dados do MEC levantados pelo Itaú Educação e Trabalho, enquanto o orçamento do ministério aumentou em R$ 30,7 bilhões de 2018 a 2022, o montante direcionado à educação profissional cresceu só R$ 1,4 bilhão – o que representou uma queda de 11% para 10% nos recursos do MEC. No orçamento deste ano a participação será de 9% nos recursos totais da Pasta.
A educação profissionalizante – estratégica para a produtividade da economia, qualificação e emprego dos jovens – será retratada nas páginas do Valor a partir de hoje, por meio do projeto Educação Profissional. A ideia é incentivar o debate e jogar luz sobre o tema.
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