Equipar o home office ajuda a ser mais produtivo

Equipar o home office ajuda a ser mais produtivo

Publicado em 20 de junho de 2022

Com o modelo híbrido como tendência, cresce a busca por ferramentas para o ambiente remoto.

Uma pesquisa da consultoria de recrutamento Robert Half no Brasil mostra que 50% das companhias estão atuando em um modelo híbrido de expediente, 28% adotaram o formato 100% presencial, 8% seguem em home office integral e cerca de 13% ainda não definiram um padrão. A sondagem feita em fevereiro ouviu 1.161 profissionais com formação superior.

Para especialistas, a alta aderência à produção com dias em casa e no escritório aponta para uma maior necessidade de soluções capazes de transformar o ambiente doméstico em verdadeiros QGs das empresas. Nessa linha, operadoras de telecomunicações montam pacotes para atender a mão de obra remota.

“Há um entendimento de que o ambiente remoto deve prover todas as ferramentas para que o trabalho seja tão ou mais produtivo do que se fosse feito nos escritórios”, diz Vitor Silvério, gerente sênior de parcerias estratégicas da Robert Half. A experiência do home office é diferente para cada um, afirma. “Quem perceber que é possível se beneficiar dessa situação, aproveitando para se capacitar em alguma ferramenta tecnológica, vai potencializar os níveis de produtividade.”

A Claro, com pacotes de banda larga com velocidades que chegam a 1 GB, quer chamar a atenção de líderes de pequenas e médias empresas. Entre as opções na mesa, há soluções em nuvem para armazenamento de dados e atividades de colaboração, além de um aplicativo conhecido como EquipApp, desenvolvido com a Motorola, lançado em agosto de 2021, para gerenciar a comunicação entre times de trabalho.

“Temos também o Conecta Cloud, em que o funcionário pode atender chamadas dos números fixos do escritório de onde estiver”, explica Douglas Bego, diretor do segmento de pequenas e médias empresas da Claro.

Gabriel Domingos, diretor de marketing da Vivo Empresas, diz que a rede de fibra da operadora chega a 20,5 milhões de casas e companhias no país, em mais de 340 municípios. A meta para 2024 é alcançar 29 milhões de pontos. “Durante o período mais intenso do isolamento social, em 2020, registramos um aumento de 40% no volume de tráfego em nossas redes”, diz. “A fibra garante estabilidade de sinal e velocidade de banda, mesmo em horários de pico.”

No período de março de 2020 a março de 2021, durante a pandemia, a Vivo expandiu a infraestrutura de fibra para 65 cidades que não estavam no portfólio. E entre março de 2021 e março deste ano, conectou mais de um milhão de domicílios e empresas, diz Domingos. Também desenhou opções de conectividade, como o Vivo Box, uma espécie de wi-fi “portátil”; e o Guru, um serviço de manutenção de TI.

“Observamos uma alta na demanda de ofertas digitais por firmas de todos os tamanhos, principalmente entre as menores”, diz. Domingos explica que, nos últimos 12 meses, os serviços digitais de nuvem, cibersegurança e IoT (internet das coisas), além de big data, venda e aluguel de equipamentos geraram cerca de R$ 2,2 bilhões em receitas, um salto de 41% em comparação ao período anterior. “Com destaque para as receitas anuais de nuvem, com um aumento de 93%.”

Alexandre Gomes, diretor de marketing da Embratel, lembra que a companhia lançou em julho de 2020 o Office@home, que permite às empresas e funcionários recursos de conexão de qualquer lugar. Trata-se de uma plataforma que garante a continuidade dos negócios fora dos escritórios, explica. Pode ser customizada e integrar funções corporativas como o cartão de ponto digital.

Rodrigo Shimizu, diretor de marketing da Oi Soluções, diz que a provedora atualizou em março de 2022 a plataforma de home office para grandes organizações, no mercado desde 2015. A Oi Smart Office tem funções de colaboração, segurança cibernética e nuvem. Com ela, as companhias podem contratar e manter funcionários em qualquer lugar do mundo, garante. Mais de mil clientes do setor público e privado utilizam alguma composição da oferta.

 Na visão de Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador sênior da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), os trabalhadores aprovam a flexibilidade de produzir de casa. “No entanto, a presença nos escritórios permite a criação de equipes alinhadas à cultura da empresa”, afirma.

Fonte: Valor Econômico
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