Enquanto negocia uma flexibilização na participação nos resultados para milhares de trabalhadores da General Motors (GM) de Gravataí, o sindicalista Valcir Ascari começa a receber os avisos de demissões nas empresas. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, são, em especial, dispensas de trabalhadores temporários, que não podem usufruir da redução de jornada e salário ou suspensão de contrato, dentro das medidas anunciadas pelo governo federal para evitar uma onda ainda maior de demissões durante a pandemia.
– Estão pipocando demissões. Mas eu não quero deixar demitir gente agora e estou negociando o tempo todo. Tem gente que não tem o que comer no dia a dia – acrescenta Ascari.
Ele cita os casos de duas sistemistas da GM. A Uliane quer dispensar 60 trabalhadores temporários e a Adiente, 44. Estão negociando uma alternativa, mas atribuem à redução na produção da montadora.
Como a coluna noticiou, a GM suspendeu o contrato de trabalho dos funcionários. O acordo contempla a pausa por quatro meses, mas a ideia é reduzir o prazo. Nesta terça-feira (14), será votada proposta feita pela empresa para o parcelamento do valor que tinha sido acordado para o plano de participação nos resultados, o PPR.
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