09 abr Estudo identifica os trabalhadores brasileiros mais suscetíveis ao coronavírus
Estudo identifica os trabalhadores brasileiros mais suscetíveis ao coronavírus
Revés para a saúde de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, o novo coronavírus representa ameaça a 18 milhões de trabalhadores brasileiros, mais suscetíveis a contrair a doença por conta das características de sua ocupação.
Estudos de pesquisadores da Labore e do Laboratório do Futuro da Coppe/UFRJ indica que o risco do contágio extrapola o setor de saúde, impactando indústria, comércio e serviços.
O número dá a dimensão do desafio que é proteger não apenas aqueles em atividades essenciais, mas também da necessidade de planejar uma possível retomada gradual da economia, quando a curva de disseminação do vírus estiver controlada.
Um em cada cinco médicos no grupo de risco
Os dados consideram a proximidade física exigida pelas tarefas de cada profissão e o nível de exposição a doenças e infecções que cada ocupação implica, com base em dados do Ministério da Economia e da O*NEt, base internacional de ocupações. Um indicador, que varia de zero a cem, mede o risco. A ocupação que pontua acima de 60 apresenta possibilidade significativa de contágio. Cerca de 40% dos trabalhadores formais do país estão teoricamente nesse grupo.
Além das equipes atuando nos hospitais, estão em risco considerável número de trabalhadores: motoristas de ônibus, cozinheiros, vendedores, comissários/as de bordo, agentes funerários e agentes penitenciários.
Para especialistas, os números evidenciam o desafio de flexibilizar as políticas de isolamento social em meio à ascensão da curva exponencial de disseminação da doença e reforçam a necessidade de testagem em massa para reativar setores gradualmente.
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