Falando de escala 6×1 a NR-1 e STF, presidente da Fiesp lota evento no RS: “Governos são gastões”

Falando de escala 6×1 a NR-1 e STF, presidente da Fiesp lota evento no RS: “Governos são gastões”

Publicado em 14 de abril de 2026

Paulo Skaf falou a dezenas de empresários da indústria gaúcha na Fiergs, com críticas e pedido de união entre liberais.

Não tivesse a organização previsto, teria “overbooking” na reunião-almoço Indx com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. As mesas estavam lotadas no evento promovido pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), cujo presidente, Claudio Bier, estava visivelmente animado por ter conseguido trazer o colega de setor a Porto Alegre. Alguns pontos trazidos por Skaf:

NR-1

O empresário disse ter se reunido recentemente “até a meia-noite” com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para pedir novo adiamento da NR-1. Com entrada em vigor marcada para 26 de maio, a norma prevê fiscalização e aplicação de multas de riscos psicossociais nas empresas, como sobrecarga, saúde mental, pressão excessiva, ambiente tóxico e assédio.

Escala 6×1 

Skaf não foi contra a discussão sobre o fim da escala 6×1, mas diz que agora não é o momento. Reforçou que é ano eleitoral e o assunto se tornará bandeira política, enquanto exige uma análise mais aprofundada, com diferenças setoriais.

— Tudo está passível de discutir, mas de forma responsável, não em ano de eleição. É desejo de consumo, mas não é bem assim. Você não vai trabalhar de segunda a sexta e descansar sábado e domingo. Vai descansar segunda e terça. Se o governo federal mandar por projeto de lei ao Congresso, ótimo. Entraremos na Justiça no dia seguinte porque a jornada de 44 horas está na Constituição.

STF

Já na abertura da fala, o presidente da Fiesp criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que exerce poder demais e que há uma crise institucional no país que ameaça a democracia.

— Democracia pressupõe equilíbrio dos três poderes. Estão equilibrados? Temos segurança jurídica?

Estado

Com ótima reação da plateia de empresários, Skaf defendeu o mínimo possível de Estado e criticou os gastos dos governos.

— Somos liberais, unidos, mas não somos radicais. Radicalismo nem sempre tem inteligência. Somos contra intervenção. Governo atrapalha. Se fosse ajeitado, cuidaria de si próprio e não teríamos juro de 15%. Os governos são gastões e querem resolver o problema de todo mundo.

Indústria

O presidente da Fiesp salientou o efeito nefasto do juro em cadeias econômicas longas, como a da indústria da transformação. Disse que é “veneno na veia”. Acrescentou que o setor sofre com as importações.

— A balança comercial tem superávit de US$ 70 bilhões no geral. Quando olhamos produtos industrializados, importamos US$ 70 bilhões a mais do que exportamos e é a manufatura que mais agrega valor, que dá empregos e paga melhores salários.

Fonte: Giane Guerra
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