Fecomércio-RS pede a governador e deputados suspensão de projeto de aumento do mínimo regional

Fecomércio-RS pede a governador e deputados suspensão de projeto de aumento do mínimo regional

Publicado em 18 de junho de 2020

PL 35/2020, que está em tramitação na Assembleia Legislativa, prevê reajuste salarial, apesar da grave crise econômica.

Com o propósito de impedir mais um elemento de agravamento da crise que afeta as empresas do Rio Grande do Sul, a Fecomércio-RS enviou um pedido ao governador Eduardo Leite e aos deputados Ernani Polo (PP) e Frederico Antunes (PP) para que seja suspensa a tramitação do PL 35/2020, que trata do reajuste do Salário Mínimo Regional. O projeto prevê um aumento de 4,5% nos salários para o ano corrente e, se aprovado, poderia piorar os índices de desemprego, já que muitas empresas estão com as suas operações prejudicadas ou paralisadas em função das medidas de combate à Covid-19.

A crise provocada pela pandemia chegou em um momento em que o estado já contabilizava os prejuízos causados pela seca, que comprometeu severamente áreas produtoras de soja e milho, importantes culturas para a dinâmica econômica de várias regiões do Estado. Somado a isso, a queda na demanda gerada pelo distanciamento social e as medidas de restrição a diversos setores, contribuíram para o fechamento de 89.162 postos de trabalho formais no RS, segundo dados divulgados pelo Caged, apenas nos meses de março e abril. Outros 450 mil trabalhadores tiveram os seus contratos suspensos ou a jornada reduzida. Neste cenário, não há viabilidade para que as empresas concedam reajuste salarial como propõe o projeto em tramitação, avalia o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn:

“Nunca na história gaúcha havíamos observado uma destruição tão intensa de empregos formais num período tão curto. Empresas devem ter a capacidade de absorver perdas de receitas, mas é muito difícil absorver um colapso como o que ocorreu nesses últimos meses, e que deve se prolongar, dado o modelo de fechamento intermitente das atividades econômicas. Por esse motivo já estamos vendo tantas demissões ocorrendo, pois já não existe disponibilidade financeira para arcar com parte relevante dos salários. Um aumento forçado, como o provocado pelo reajuste do piso regional, reforça essa tendência” alerta Bohn.

Fonte: Agência Fecomércio
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