Fecomércio–RS transforma Mapa do Emprego em ferramenta de gestão

Fecomércio–RS transforma Mapa do Emprego em ferramenta de gestão

Publicado em 18 de março de 2020

Lançamento nesta quarta (18) apresenta ferramenta mais ampla, completa e interativa.

A Fecomércio-RS divulga, nesta quarta-feira, 18 de março, a nona edição do Mapa do Emprego, com dados baseados na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2018, registro mais recente disponível no país. Este ano, a grande novidade é que o Mapa tornou-se uma ferramenta interativa em que os usuários poderão ter uma visão mais ampla e completa do perfil do emprego no Rio Grande do Sul. Portanto, a partir da próxima quinta-feira a ferramenta será disponibilizada completamente reformulada e apresentando duas versões: a de acesso universal terá dados disponibilizados para o Estado, por Mesorregiões e por Divisão CNAE 2.0. A ferramenta pode ser acessada pelo site http://bit.ly/mapadoempregors.

Na versão disponível para sindicatos e empresas associadas, será oferecido um grau de abertura mais profundo, incluindo informações por Municípios e por Grupo CNAE 2.0. Importante também destacar que na versão anterior, a análise se restringia ao setor terciário privado e agora perpassa todos os setores produtivos da economia gaúcha, entretanto não há filtros referentes à natureza jurídica do estabelecimento contratante bem como o tipo de vínculo, sendo o foco da análise exclusivamente dado à dimensão geográfica e de atividade produtiva.

Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, conhecer o perfil do trabalhador, médias salariais e até mesmo distribuição por gênero, idade e escolaridade do mercado formal pode auxiliar empresários na definição de uma série de estratégias para os negócios, que passam desde a definição de salários até a definição da política de benefícios. “Com o Mapa do Emprego as empresas poderão se comparar com os seus pares, perceber diferenças regionais e entender peculiaridades da sua atividade. E todos sabemos que informação de qualidade é o elemento mais relevante para a tomada de decisão”, avalia Bohn.

Ao utilizar o Mapa do Emprego 2020, os usuários poderão acessar informações como números de vínculos, perfil de gênero, etário e educacional dos trabalhadores, salários médios, tempos médios de vínculo, rotatividade, número de vínculos por porte do estabelecimento contratante e por regime fiscal. Com uma intensa interatividade, o Mapa do Emprego permite que o usuário explore as características do emprego tanto de uma localidade quanto de uma atividade econômica específica, como também de recortes de um grupo de vínculos por características específicas, podendo funcionar, assim, como um importante instrumento na tomada de decisões tanto para agentes públicos e privados.

Dados atualizados

Em 2018 a economia gaúcha apresentou 2.900.407 empregos formais e na comparação com 2017 houve uma queda marginal no número de vínculos (naquele ano havia 2.902.373 vínculos ativos em 31 de dezembro). Como o Mapa traduz dados estruturais, é muito difícil que haja mudanças muito significativas de um ano para outro. A atividade (divisão CNAE 2.0) que mais apresenta vínculos na iniciativa privada continua sendo o comércio varejista (445.281 vínculos). O maior empregador individual continua sendo a Administração pública, defesa e seguridade social (449.994 vínculos).

Na economia, a maior parte dos empregos era ocupado por homens e a idade média dos trabalhadores era de 37,8 anos, sendo que 15,3% tinha menos de 24 anos e 19,3% mais de 50 anos. O tempo médio de trabalho era de 67,5 meses. Em relação a remuneração, a média na economia gaúcha foi de R$ 2.824,38 em 2018, sendo que os homens ganhavam, em média, R$ 3.047,88 e as mulheres, R$ 2.566,83.

No período estudado, a taxa de rotatividade (indicador que mede o grau de renovação da força de trabalho formal na economia) foi de 49,40%. As empresas do Simples responderam por 23,22% do emprego formal.

No Comércio, o Comércio Varejista se destacou em 2018 como o maior empregador com 445.281 empregos formais. Desses, cerca de 39,25% estavam em empresas do Simples. Outra característica marcante é a predominância de mulheres (54,3%) e uma grande presença de jovens, com cerca de 28% com idade igual ou inferior a 24 anos.

O Comércio Atacadista, com 99.271 vínculos formais, caracterizou-se pela forte presença masculina, cerca de 70%, e por uma remuneração média mais elevada, R$ 2.489,59. O Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, com 61.523 empregos formais e 78,2% de homens na sua força de trabalho, caracterizou-se em 2018 como a atividade em que a maior parcela do emprego (54,3%) se concentra em estabelecimentos optantes do Simples Nacional. Por porte do estabelecimento, destaque para aqueles com 9 empregados ou menos.

O Setor de Serviços é marcado pela heterogeneidade do perfil dos trabalhadores conforme as atividades econômicas. A administração pública, defesa e seguridade preservam sua condição de divisão CNAE 2.0 que mais emprega na economia gaúcha (449.994 vínculos), e portanto também o de maior relevância para o emprego no setor. A atividade é marcada por uma idade média elevada de seus colaboradores ( 43,8 anos) e alta participação de vínculos com superior completo  ou mais (58,2%). Outra atividade dos serviços com grande número de vínculos formais é o de Atividades de Atenção à Saúde Humana com 155.578 vínculos, em que 79,5%  são mulheres. Outras atividades também muito relevantes na geração de empregos formais também são as atividades de educação e transporte terrestre.

Fonte: Agência Fecomércio
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