Ferramentas querem fim de efeito ‘Torre de Babel’

Ferramentas querem fim de efeito ‘Torre de Babel’

Publicado em 19 de dezembro de 2022

Empresas aprimoram sistemas que facilitam a interação entre pessoas que trabalham em locais diferentes.

Em um mundo do trabalho híbrido, onde boa parte das pessoas trabalha a distância, são necessárias novas ferramentas que melhoram as interações on-line. “Mesmo com a distância, as empresas querem ter os seus trabalhadores mais próximos e felizes”, comenta André Vicente, country manager da Adecco do Brasil. “E isso se transformou em uma missão quase que fundamental.”

Grandes empresas de tecnologia vêm aprimorando constantemente suas ferramentas para facilitar a aproximação de quem trabalha em locais diferentes. O Google mostrou recentemente as alterações feitas no Google Meet ao longo do último ano. Entre as principais novidades, o modo “companion mobile” como uma segunda tela no Meet oferece aos participantes a capacidade de participar levantando a mão, conversando ou fazendo perguntas pelo smartphone, enquanto utilizam o áudio e o vídeo da sala.

Outra novidade são as transcrições automáticas de reuniões. A ferramenta transcreve as videochamadas e coloca o conteúdo em um Google Docs para consulta posterior. A transcrição em inglês está sendo lançada ainda neste ano, enquanto a transcrição para francês, alemão, espanhol e português estará disponível em 2023.

O “speaker spotlight” no Google Slides, por sua vez, vai colocar o vídeo de quem apresenta a reunião diretamente no conteúdo. E, para reuniões híbridas, com um grupo na sala do escritório e outros participantes a distância, um enquadramento adaptável em câmeras com inteligência artificial da Huddly e da Logitech, a ser disponibilizado até 2023, promete trazer todos na sala de conferência para a experiência da reunião, permitindo que sejam vistos com clareza.

“As decisões sobre o local de trabalho estão mais pautadas na flexibilidade de escolher onde se conectar, de uma maneira cada vez mais humana, centrada no indivíduo e em como ele se vê colaborando”, diz Marco Bravo, head do Google Cloud no Brasil. “Quando vislumbramos o futuro do trabalho, devemos pensar em como podemos fazer diferente e não fazer mais em menos tempo.”

A Cisco também anunciou recentemente suas inovações para facilitar o trabalho híbrido. Quando se fala em reuniões híbridas, ainda há um desafio de integrar todos na conversa. Nesse sentido, a Cisco desenvolveu um guia, baseado em sua implantação no escritório de Nova York, para ajudar os clientes a projetar espaços de trabalho híbridos de próxima geração. Ele abrange soluções de construção inteligente da Cisco, colaboração, rede e tecnologia de segurança, suportando telas triplas, oferecendo câmera integrada e inteligência de áudio, incluindo cancelamento automático de ruído.

Já o novo aplicativo Webex Whiteboard permite que os usuários tenham uma experiência mais simples e fácil, independentemente de onde estejam, para usar um quadro branco (muito comum em reuniões de brainstorming) para trabalhar em conjunto a partir de um navegador. “O trabalho híbrido é diferente e mais difícil do que a forma como trabalhávamos antes”, diz Jeetu Patel, vice-presidente executivo e gerente geral de segurança e colaboração da Cisco. “Independentemente da função de trabalho, seja um funcionário da linha de frente ou profissional do conhecimento, as pessoas esperam e merecem uma experiência incrível, não importa onde ou como trabalhem, e isso requer uma solução holística.”

A Stefanini anunciou novidades para o cenário do trabalho híbrido. O Voicero, uma plataforma de tradução simultânea baseada em inteligência artificial, faz o processamento da linguagem natural em tempo real, permitindo a tradução instantânea dos participantes de uma reunião virtual. O Voicero foi treinado para traduzir 21 idiomas, incluindo português, mas a expectativa é chegar a 50 em 2023.

O Voicero está disponível de forma integrada ao Microsoft Teams, sendo utilizado por mais de 30 mil pessoas. Alex Winetzki, CEO da Woopi, empresa da Stefanini especializada em IA, revela que a companhia trabalha em um processo pelo qual o usuário escuta apenas a voz traduzida, e não a fala original. “Nosso objetivo é tornar o processo mais fluido, eliminando barreiras linguísticas.”

Fonte: Valor Econômico
No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.