Fiergs afirma que reajuste do mínimo regional no RS não se justifica

Fiergs afirma que reajuste do mínimo regional no RS não se justifica

Publicado em 16 de novembro de 2023

A Assembleia Legislativa gaúcha aprovou na terça-feira (14) o projeto do governo de Eduardo Leite (PSDB) que reajusta em 9% todas as cinco faixas do salário mínimo regional do Rio Grande do Sul. Uma emenda do deputado Gustavo Victorino (REP) retirou a retroatividade que fazia referência ao mês de maio. O reajuste passa a valer a partir do momento da sanção da lei. O novo piso estadual passa a ser de R$ 1.573,89. A Federação das Indústrias do RS (Fiergs) se posicionou contrariamente à aprovação pelos deputados. De acordo com a entidade, o reajuste de 9%, se somado ao índice de 10,6% concedido em fevereiro de 2023, significará mais de 20% de aumento no ano. “É muito acima do índice inflacionário do período”, aponta a Fiergs, em nota.

Conforme a entidade, no cenário atual, de retração da economia gaúcha, que registrou queda de 5,1% no PIB em 2022, “não existe argumento que justifique tal aumento”. “A posição das federações empresariais sempre foi pela extinção do piso regional. Entretanto, compreendemos ser momento propício de defender a equiparação entre os aumentos dados pelo governo do Estado nos vencimentos dos funcionários públicos aos índices impostos ao mínimo estadual. Emenda apresentada pelo deputado Gustavo Victorino vai neste caminho e pode representar o início da isonomia e harmonia entre os setores público e privado”, conclui a nota.

Fonte: Jornal do Comércio
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