12 ago Fim da escala 6×1: ministro do Trabalho descarta contrapartida às empresas, como redução de impostos
Fim da escala 6×1: ministro do Trabalho descarta contrapartida às empresas, como redução de impostos
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Luiz Marinho disse que a compensação será com aumento da produtividade do trabalhador.
Com a volta do recesso do Congresso, o projeto de fim da escala 6×1 e redução da jornada do trabalho volta à discussão. A possibilidade de aprová-lo antes da eleição, porém, é remota. O assunto foi pauta da entrevista do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
O governo dará alguma contrapartida às empresas?
Na economia, é necessário buscar sempre maior produtividade e quero garantir que redução de jornada ajuda a melhorar a produtividade do trabalhador. Empresas resolveram testar a mudança da escala acabando com a 6×1, que cria muito estresse no mercado de trabalho. Resolveram dois problemas. Conseguiram preencher as vagas que as pessoas não queriam aceitar pela escala e reduziram o absenteísmo, as faltas. Isso dá ganho de produtividade e melhora muito o ambiente da fábrica. E se você evita o adoecimento, também resolve problemas no sistema de saúde e na Previdência. Esta é a grande compensação.
Nem financeira, com uma desoneração da geração de emprego?
Não cabe, sob a ótica do governo, pensar em qualquer benefício fiscal para compensar esse processo. Tem que ser compensado no tempo pelo ganho de produtividade.
Assista à íntegra da entrevista
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