19 maio Fim de benefício fiscal da indústria química fechará 9,1 mil empregos no RS, diz Abiquim
Fim de benefício fiscal da indústria química fechará 9,1 mil empregos no RS, diz Abiquim
Estudo foi encomendado pela Associação Brasileira de Química à Fundação Getúlio Vargas.
Estudo aponta que 9,1 mil empregos serão extintos no Rio Grande do Sul com o fim do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), que reduziu as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre matérias-primas petroquímicas. O dado está em um levantamento nacional encomendado pela Associação Brasileira de Química (Abiquim) à Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O argumento é que a revogação do benefício torna inviável a operação de parques industriais. Isso ocorrendo, a arrecadação tributária cairia R$ 1,5 bilhão, enquanto o fim do REIQ resultaria em uma arrecadação adicional de R$ 1,4 bilhão ao ano.
“Colocando os dois números da balança, com o fim do Regime o governo perde em torno de R$ 100 milhões de arrecadação.”, argumenta a Abiquim para sensibilizar o governo a manter o benefício.
No Rio Grande do Sul, o estudo aponta queda de R$ 69,5 milhões na arrecadação de ICMS. O benefício foi criado em 2013 e estava em 3,65% no início deste ano. Quando o governo zerou alíquotas do diesel, de forma temporária, e do gás de cozinha, por tempo indeterminado, editou, como compensação, uma medida provisória que revogou os benefícios. No Rio Grande do Sul, a medida atinge, em especial, o polo petroquímico de Triunfo, onde fica a Braskem.
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