Geração de emprego desacelera no comércio de SP

Geração de emprego desacelera no comércio de SP

Publicado em 15 de fevereiro de 2024

Mesmo em ritmo menor, setor cria mais de 66 mil vagas em 2023, aponta FecomercioSP.

O ritmo de geração de vagas de emprego no comércio paulista desacelerou em 2023, com queda de 35% no total de empregos gerados no acumulado de janeiro a dezembro, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A pesquisa baseada nos dados do novo Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), do Ministério do Trabalho, mostra que o total de vagas formais geradas no setor passou de 101,6 mil em 2022 para 66,4 mil no ano passado.

No total de todos os setores, o Estado de São Paulo teve no ano passado geração líquida (contratações menos demissões) de 391 mil postos de trabalho com carteira assinada, ante 566 mil em 2022. Além do comércio, o setor de serviços sofreu forte redução (26,7%) no número de vagas líquidas abertas em 2023, passando de 322,8 mil, em 2022, para 236,7 mil no ano passado.

Comércio e serviços responderam no ano passado por cerca de quatro em cada cinco vagas geradas no Estado de São Paulo (77,6%) no ano passado.

A desaceleração na geração de emprego acompanha o cenário nacional de desaceleração pós-pandemia, de acordo com Jaime Vasconcellos, assessor econômico da FecomercioSP.

“O comércio paulista passa pelo mesmo processo, se você olhar da economia brasileira em termos de emprego. Como mostra o Caged, o Brasil foi perdendo esse ritmo do emprego em carteira assinada, ainda que o mercado de trabalho continue muito resiliente”, afirma.

Vasconcellos pontua que as projeções falavam na geração de 50 mil vagas, e o saldo, apesar de menor que em 2022, conseguiu superar as projeções.

“O emprego foi gerado, mas em menor quantidade, exatamente porque o desempenho do setor foi positivo”, diz.

Apesar da desaceleração, a entidade destaca que o saldo de 66,4 mil empregos no comércio em 2023 foi significativo, com aumento de postos de trabalho em todas as divisões do setor, incluindo comércio e reparação de veículos, atacado e varejo.

Segundo a pesquisa, os segmentos de comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores, comércio atacadista de produtos alimentícios em geral e minimercados, mercearias e armazéns foram os que mais contribuíram para esses resultados.

A previsão é de que em 2024 a geração líquida de emprego no comércio continue no Estado em um patamar menor que nos anos anteriores. “A tendência para 2024 e a projeção aqui da Fecomércio para o Estado de São Paulo são que essa redução do saldo positivo continuará e São Paulo deve registrar a geração de 40 mil vagas no segundo semestre”, afirma Vasconcellos.

Fonte: Valor Econômico
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