Governo do RS lança programa de apoio a micro e pequenos negócios e pretende estimular geração de emprego

Governo do RS lança programa de apoio a micro e pequenos negócios e pretende estimular geração de emprego

Publicado em 18 de dezembro de 2020

Principais medidas incluem oferecer treinamento em gestão e facilitar acesso a crédito.

O governo gaúcho lançou na manhã desta quinta-feira (17) um projeto dedicado a apoiar micro e pequenos negócios e buscar saídas contra a crise intensificada pela pandemia de coronavírus. O programa RS Trabalho, Emprego e Renda (RS TER) promete facilitar acesso a capacitação, crédito e novos mercados por meio de ações oferecidas em conjunto com parceiros públicos e privados.

A intenção é estimular a geração de emprego e renda no Estado e reverter, ao menos em parte, o impacto negativo provocado pelo coronavírus sobre a economia nos últimos meses. A titular da Secretaria de Trabalho e Assistência Social (STAS), Regina Becker, lembrou da importância dos setores a serem contemplados pelo projeto no lançamento realizado por teleconferência ao final da manhã.

— Os micro e pequenos empreendedores representam 47,3% do PIB do Estado. Estamos iniciando esse projeto fazendo a capacitação de 1,5 mil pequenos empreendedores para viabilizar que seus negócios não sigam a história crítica que hoje o Brasil apresenta — afirmou Regina, lembrando que 85% dos empreendimentos fecham antes de cinco anos no país.

O projeto tem três eixos: capacitação de empreendedores, auxílio para ampliação de mercado e acesso a financiamentos. A oferta de treinamento terá início por meio da publicação de um edital prevista para o início de fevereiro. Será contratada uma instituição para assessorar a gestão de um primeiro grupo de 1,5 mil pequenos negócios. A meta para todo o ano é de pelo menos 4,5 mil beneficiados.

Já o acesso a recursos financeiros, segundo a assessoria de comunicação da STAS, pode ser buscado mediante negociação diretamente com as entidades parceiras (veja mais detalhes no quadro abaixo). Os valores podem variar de R$ 100 a R$ 150 mil, mas vão depender da modalidade de crédito, da proposta de cada pretendente e das regras de cada linha de financiamento.

— Precisamos estar cientes de que o acesso ao crédito deverá primar pela qualidade, a premissa é a da viabilidade econômica e financeira da proposta do empreendedor. Ele precisará compreender a necessidade da sua condição de gerenciamento financeiro e administrativo do negócio, um dos focos do governo do Estado para reduzir a drástica estatística de mortalidade das empresas — sustenta Regina.

Além de microempreendedores, poderão participar agricultores e donos de pequenos negócios informais. O governador Eduardo Leite participou do evento de lançamento da iniciativa.

— Queremos um desenvolvimento mais equânime dando suporte a quem tem menos — afirmou Leite.

Em depoimento por vídeo, o diretor-superintendente do Sebrae/RS, André Vanoni de Godoy, ressaltou a importância de ampliar as possibilidades de financiamento para essa parcela da sociedade gaúcha:

— Trazer crédito para o microempreendedor é fundamental para que ele possa fazer o seu negócio girar. Ter acesso a crédito é um dos fatores fundamentais para o empreendedor alavancar o seu negócio.

Saiba mais

O programa

Tem três eixos:

  1. Oferta de capacitação em parceria com instituições públicas e privadas para quem já tem ou pretende montar um negócio
  2. Ampliação de mercado em conjunto com prefeituras e o setor produtivo local procurando aumentar a comercialização dos produtos e serviços do empreendedor
  3. Facilitar acesso a crédito em instituições de microcrédito, cooperativas, bancos públicos e sociedades garantidoras de crédito

Como participar

Para ter acesso aos benefícios e buscar informações pode ser procurado um dos parceiros do programa:

  • Agências FGTAS/Sine
  • Prefeituras
  • Instituições financeiras públicas (BRDE e Badesul)
  • Cooperativas de crédito (Cresol, Sicredi e Sicoob)
  • Sociedade garantidora de crédito (RS Garanti)
  • Instituições de microfinanças (Casa do Microcrédito, Credisol, ICC Serra, Imembuí Microfinanças, ICC MAU, portosol, Credioeste, Crecerto e Banco da Família)

Quem pode ser beneficiado

Empreendedores da agricultura familiar, dos negócios informais, pequenos produtores rurais, microempreendedores individuais e microempresas que tenham faturamento máximo de R$ 4,8 milhões por ano.

Quanto poderá ser financiado

Depende da necessidade, do projeto e da viabilidade econômico-financeira da proposta. Diferentes linhas variam de R$ 100 a R$ 150 mil.

Limite de crédito

Os financiamentos ficarão limitados às linhas de financiamento oferecidas pelos parceiros financeiros do programa.

O que poderá ser financiado

Capital de giro (atender necessidades imediatas de caixa, geralmente com prazo menor de amortização) ou investimento – aquisição de bens ou ampliação, recuperação ou modernização da empresa.

Mais informações

Detalhes podem ser encontrados AQUI.

Fonte: Gaúcha GZH
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