05 jan Igualdade salarial entre gêneros é prioridade, promete ministra
Igualdade salarial entre gêneros é prioridade, promete ministra
Fim do saque-aniversário vai ser debatido ainda centrais sindicais e com o conselho curador do FGTS, diz Luiz Marinho.
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que o governo terá como prioridade a paridade de salários entre homens e mulheres. Ela afirma que o primeiro passo será uma reunião com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para alinhar o tema.
A paridade salarial esteve presente nos discursos de Lula feitos na Câmara dos Deputados e no parlatório do Palácio do Planalto no domingo passada. A ministra afirma que, apesar da importância, a formulação de políticas públicas nesse sentido leva tempo.
“Isso não é uma questão que vamos resolver daqui para março. É preciso conversar muito”, afirmou a ministra.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pretende se reunir antes com as centrais sindicais e com o conselho curador do FGTS antes de bater o martelo com o presidente Lula a respeito do fim do saque-aniversário.
Em entrevista ontem ao jornal “O Globo”, Marinho defendeu o fim da modalidade.
No governo federal, segundo o Valor apurou, a proposta pode ser enviada ao Congresso Nacional antes mesmo das mudanças na lei trabalhista prometidas pelo ministro Marinho, que serão enviadas até o fim do ano ao Congresso Nacional.
Recém-empossado no Ministério do Trabalho, pasta que chefiou entre 2005 e 2007, nos mandatos anteriores de Lula, Marinho quer propor a extinção do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Marinho ponderou que essa e todas as demais medidas serão debatidas com empresários, trabalhadores e com o Judiciário, sem “revogaço” ou “canetaço”. Mas reafirmou que pretende olhar novamente para pontos da reforma trabalhista de 2016 como o trabalho intermitente e o microempreendedor individual (MEI).
O novo ministro disse ainda que pretende avançar na regulamentação de aplicativos e que não vai impor a trabalhadores que entrem na formalidade, mas oferecer uma “cesta de possibilidades” para aqueles que desejam aderir a algum tipo de proteção.
Marinho também não se comprometeu com datas, mas afirmou que uma proposta pode surgir do ministério já no primeiro semestre.
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