15 dez Inflação castiga menos alta e baixa renda, mostra Ipea
Inflação castiga menos alta e baixa renda, mostra Ipea
Desaceleração na passagem de outubro para novembro atingiu a todas as faixas sociais, indica levantamento.
A desaceleração da alta da inflação no país na passagem entre outubro e novembro atingiu todas as classes de renda, mostrou o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, do Ipea. Na média, o IPCA passou de 0,59% em outubro para 0,41% em novembro.
Em novembro, a alta da inflação foi menor para as famílias nos dois extremos de renda: tanto os de renda alta – renda domiciliar mensal maior que R$ 17.260,14, a preços de janeiro de 2022 -, com 0,27%, quanto os de renda mais baixa – menor que R$ 1.726,01-, com 0,33%. Em outubro, essas taxas tinham sido de 0,51% e 1,14%, respectivamente. Ainda nessa análise por poder aquisitivo, a maior alta da inflação em novembro foi observada entre as famílias com renda média-alta (entre R$ 8.630,07 e R$ 17.260,14), de 0,49%. Nesse grupo, a variação tinha sido de 0,64% no mês anterior.
Com o resultado de novembro, a inflação em 2022 registra altas que variam de 4,87% (renda média-baixa) a 6,27% (renda alta). Em 12 meses até novembro a classe de renda média-baixa aponta a menor taxa de inflação (5,63%), enquanto a maior é observada na faixa de renda alta (7,14%).
Na inflação de novembro para famílias de renda mais alta, houve pressão para baixo por causa da queda de preços em passagens aéreas (-9,8%) e tarifas de transporte por aplicativo (-1,5%), itens com maior peso no orçamento das famílias nessa faixa de renda.
Nesse grupo, os gastos de saúde contribuíram para a alta de preços. Houve deflação em itens como produtos farmacêuticos (-0,16%) e artigos de higiene (-0,98%). Só que ao mesmo tempo foi contabilizado o aumento de 1,2% dos planos de saúde – parcela do reajuste anual que é incluída a cada mês no cálculo da inflação.
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