Inflação vai perder força depois de maio, diz Sachsida

Inflação vai perder força depois de maio, diz Sachsida

Publicado em 25 de abril de 2022

Segundo assessor de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, índice de preço no país está neste momento em seu pico.

O assessor de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que a inflação no país está neste momento em seu pico, que deve durar até o fim de maio e, após esse período, entrará em trajetória convergente para as metas.

Em março, dado mais recente disponível, a inflação subiu 1,62%, o maior resultado para o mês desde 1994, pouco antes da implementação do Plano Real. Pelo indicador acumulado em 12 meses, o IPCA ficou em 11,3% em março, ante 10,54% até fevereiro.

Sachsida lembrou que diversos países estão enfrentando crises econômicas com aumento da inflação. De acordo com o secretário, a inflação dos EUA é a maior dos últimos 40 anos; a da Alemanha, dos últimos 30; e o Reino Unido enfrenta a pior crise inflacionária em dez anos.

 Segundo ele, o fenômeno atingiu também o Brasil, que fechou o ano passado com inflação oficial de 10,06%, bem acima da meta, que poderia variar até 5,25%.

O assessor também comentou o crescimento do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) brasileiro, que ficou, no ano passado, em 4,6%, superando o de países como Coreia do Sul, Alemanha e Japão. Segundo ele, “foi uma grande vitória da política econômica”. De acordo com o assessor, o resultado comprova a retomada em “V” defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Sachsida falou também sobre a retomada da geração de empregos. No ano passado foram 2,7 milhões de postos criados com carteira assinada. Segundo ele, o brasileiro está conseguindo voltar a trabalhar. “Nós estamos falando do maior desastre de saúde pública dos últimos cem anos. Num ambiente desse, o desemprego no mundo inteiro aumentou”, disse.

De acordo com o assessor, no Brasil já retornou aos patamares pré-pandemia. “Tudo isso porque tomamos o conjunto correto de ações econômicas pra preservar empregos.” Ele citou o Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, em que o governo ajudava empresas a manter os trabalhadores, além de programas de crédito.

Fonte: Valor Econômico
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