Jovem quer trabalhar em empresa que espelhe seus valores

Jovem quer trabalhar em empresa que espelhe seus valores

Publicado em 27 de setembro de 2021

Promoção de equidade de gênero é essencial para as gerações Z e Y.

Cada vez mais os jovens têm se pautado por propósitos. Quando buscam trabalho procuram empresas que estejam alinhadas com seus valores, como promoção da equidade de gênero e raça e valorização da diversidade. Esses atributos, ao lado de questões ambientais, também são valorizados de forma crescente pelos consumidores. As empresas estão atentas às novas demandas, mas o processo de transformação do modelo tradicional de negócios traz muitos desafios.

Logo que criou sua consultoria, a Plano Feminino, especializada em ações corporativas que promovam equidade de gênero e diversidade, Viviane Duarte percebeu que a cultura de várias empresas era permeada por machismo e visões sexistas. E começou então a trabalhar para mudar o quadro, contou na “Live do Valor ” realizada sexta-feira.

Viviane relatou que a exclusão racial e de gênero não chega sequer a ser percebida em muitas empresas. São companhias que, mesmo com a intenção de promover a diversidade, buscam talentos nas faculdades de primeira linha, demandam uma série de competências até para vagas iniciais, que chegam a incluir vivências no exterior. Isso, explicou, faz com que a empresa contrate sempre pessoas da mesma classe social, da mesma cor.

Diversificar a busca de talentos é fundamental nesse processo. Mas é necessário também desenvolver uma cultura inclusão, que acabe com o viés inconsciente e promova a integração efetiva de pessoas que não são heteronormativas, por exemplo.

Pesquisas internacionais e nacionais mostram que empresas que possuem talentos diversos aumentam a produtividade, reputação de valor, diminuem gestão de crise. “Diversidade não é assistencialismo, é inteligência de mercado”, disse.

Para a fundadora da Plano Feminino, as gerações Z, dos nascidos entre 1995 e 2010, e Y, os millenials, que nasceram entre 1980 e meados dos anos 90, são muito provocativas. Gerações digitais que começaram a se integrar e olham para as questões ambientais e de equidade com atenção.

Ela considera que ainda existe muito discurso publicitário e pouca ação social na maioria das empresas. E diz ser importante o consumidor questionar o que essa empresa está fazendo. “A gente pode ajudar a mudar esse ponteiro para melhorar cada vez mais os propósitos de impacto social e de equidade de gênero”, afirmou. ela. A live integrou a semana especial sobre “Juventudes e novas formas de trabalho”, promovida pelo Valor em parceria com o Valor Social, a área de responsabilidade social da Globo.

Fonte: Valor Econômico
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