Justiça mantém demissão de enfermeiro que deixou chupeta presa com esparadrapo em bebê

Justiça mantém demissão de enfermeiro que deixou chupeta presa com esparadrapo em bebê

Publicado em 18 de fevereiro de 2025

Caso ocorreu em hospital de Porto Alegre, que mandou embora todos os envolvidos.

Foi mantida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em decisão unânime, a demissão por justa causa de um enfermeiro que deixou presa com esparadrapo a chupeta na boca de um bebê internado na UTI. O caso ocorreu em 2019 na Fundação Universitária de Cardiologia, de Porto Alegre, que mandou embora o funcionário.

No plantão do enfermeiro, duas empregadas prenderam a chupeta na criança de quatro meses. Ele manteve a fita adesiva mesmo após ter visitado o bebê, mostraram filmagens do hospital. Todos foram demitidos. Seus nomes não foram informados pelo tribunal.

Na Justiça, o ex-funcionário tentou reverter a justa causa para receber as verbas rescisórias, alegando ter sido penalizado sem infração ou falta grave. O hospital argumentou que o procedimento foi “absolutamente inapropriado do ponto de vista técnico”, porque a obstrução da boca poderia ocasionar aspiração de vômito ou impedir a respiração pela boca, caso a traqueostomia fosse obstruída, levando o bebê a uma parada respiratória. Na decisão, o TST entendeu que a conduta foi grave, pois gerou riscos, inclusive de morte do bebê, que ficou com o esparadrapo a noite inteira.

Fonte: Giane Guerra
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