Livro que reúne casos jurídicos reais evidencia impactos da discriminação nas empresas

Livro que reúne casos jurídicos reais evidencia impactos da discriminação nas empresas

Publicado em 22 de julho de 2022

Advogado gaúcho Fabiano Machado da Rosa, especialista em Direito Empresarial, e a advogada Luana Pereira da Costa, especialista em Direito Antidiscriminatório, lançaram a obra que serve de alerta às companhias que seguem centradas exclusivamente no lucro financeiro.

O livro Compliance Antidiscriminatório – Lições Práticas para um novo mundo corporativo ilustra, por meio de casos reais, o impacto que condutas discriminatórias podem causar em grandes empresas. Escrita pelo advogado gaúcho Fabiano Machado da Rosa, especialista em Direito Empresarial, e pela advogada Luana Pereira da Costa, especialista em Direito Antidiscriminatório, a obra alerta as companhias que seguem centradas exclusivamente no lucro financeiro: é preciso urgentemente inserir novos conceitos e princípios de gestão e de governança. 

O livro traz 14 casos de empresas, nacionais e internacionais que foram expostas na imprensa devido a um processo trabalhista motivado por discriminação. O conteúdo é um guia voltado para CEOs e responsáveis por diretorias de empresas de grande porte e traz explicações sobre como os problemas relatados poderiam ter sido evitados se os canais de denúncia tivessem capacidade de lidar com os problemas que chegam até lá. 

Atualmente, o lucro não é o único indicador de bons resultados de uma companhia?
O capitalismo consciente leva em consideração, ao lado dos lucros, os impactos que a empresa gera socialmente. E, para tanto, é preciso estar alinhado, por exemplo, aos critérios
ESG, ou seja, de sustentabilidade ambiental, social e de governança.  

O ambiente corporativo gaúcho está preparado para esses novos conceitos?
Certamente. Para além de estar preparado, o empresariado gaúcho sabe que esta é uma estratégia de sobrevivência. Os avanços nas leis e nas pautas sobre diferentes formas de discriminação, que recrudescem as penalidades impostas às empresas que não têm entre as suas prioridades a construção de um posicionamento antidiscriminatório sólido, interna e externamente, demonstram que não há espaço para retroceder nesse tema. As discriminações contaminam o ambiente interno e geram crises reputacionais externas graves, além de impactar negativamente o faturamento. De outro lado, ambientes mais diversos apresentam melhores índices de inovação, produtividade e lucratividade. 

Qual o público alvo? 
São pessoas que atuam no mundo corporativo e que têm condições de construir, impulsionar e induzir a criação de ambientes que sejam antidiscriminatórios: os profissionais que atuam na governança de empresas, executivos, cargos de gerência, C-level e nas áreas jurídicas e de recursos humanos. 

Qual o objetivo da obra? 
O primeiro é a conscientização.  Quem atua na governança das empresas precisa compreender que a discriminação não é um “mal entendido”. Discriminar é consequencia de culturas que,  estruturalmente, condicionam práticas equivocadas nas companhias. O segundo objetivo é chamar a atenção aos riscos.  No que tange a reputação e o faturamento, um episódio negativo nesse âmbito tem grandes chances de ganhar intensa repercussão e atingir a imagem daquelas empresas que almejam serem sustentáveis. A exposição de práticas nocivas e discriminatórias afugenta investimentos, clientes e talentos. O terceiro objetivo é mostrar para as empresas um conjunto de oportunidades. Esse é o lado positivo da diversidade e da inclusão: gerar equipes mais competitivas, engajadas, inovadoras e com uma cultura interna não violenta.

Fonte: Gaúcha GZH
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