Maioria valoriza tecnologia e almeja “empregos verdes”

Maioria valoriza tecnologia e almeja “empregos verdes”

Publicado em 3 de dezembro de 2025

Jovens reconhecem que a inteligência artificial é uma ferramenta para aumentar a produtividade, mas temem perder vagas em razão dela.

Outro aspecto marcante na pesquisa encomendada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) é a visão dos jovens sobre o papel da tecnologia e do meio ambiente. Para 68%, competências digitais como uso básico e avançado de ferramentas online, análise de dados, comunicação, edição de conteúdo e vendas online são imprescindíveis no trabalho.

Já 75% reconhecem que a inteligência artificial pode aumentar a produtividade, embora parte deles ainda tema a substituição de vagas. 70% dizem preferir trabalhar em “empregos verdes”, que contribuam para a preservação do meio ambiente.

Segundo Felipe Morgado, superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai, o reconhecimento de que a inteligência artificial eleva a produtividade deve orientar a forma como o Senai incorpora essa tecnologia nos processos de formação. “Não se trata apenas de ensinar a operar ferramentas de inteligência artificial, mas de capacitar o jovem a trabalhar com a IA, usando como apoio para eliminar tarefas repetitivas e concentrar energia no que eles mais valorizam: criatividade, inovação e resolução de problemas complexos”, diz, destacando que o Senai avança nessa direção com o programas de desenvolvimento de competências digitais e metodologias que integram a IA ao processo de aprendizagem.

Não se trata apenas de ensinar a operar ferramentas de inteligência artificial, mas de capacitar o jovem a trabalhar com a IA, usando como apoio para eliminar tarefas repetitivas e concentrar energia no que eles mais valorizam: criatividade, inovação e resolução de problemas complexos

A VISÃO DOS JOVENS

SOBRE O TRABALHO

Pesquisa ouviu pessoas de 14

a 29 anos em todo o BrasiL

28%

deixariam o emprego por estresse no ambiente de trabalho

50%

trocariam de emprego por baixa remuneração

55%

Valorizam o salário mais do que o modelo híbrido (presencial e remoto)

Mas

66%

valorizam o modelo híbrido

88%

aceitariam participar de cursos técnicos, graduações ou micro certificações gratuitas

79%

querem continuar estudando e se qualificando

53%

acreditam que a indústria pode satisfazer as pretensões financeiras e de carreira

49%

têm interesse em trabalhar na indústria

70%

dizem preferir trabalhar em “empregos verdes”

75%

acreditam que a inteligência artificial aumenta a produtividade

41%

Indústria abre oportunidades

Quase metade dos jovens brasileiros têm interesse em trabalhar na indústria (49%), sobretudo os homens. O percentual de jovens que já procuraram vaga no setor é 41% entre os que têm de 25 a 29 anos. Na visão do Senai, isso mostra que, com o amadurecimento profissional, a indústria passa a ser considerada uma opção mais relevante.

A indústria é percebida como um empregador sólido e de bom retorno financeiro. Na pesquisa, 53% dos jovens acreditam que a indústria pode satisfazer as pretensões financeiras e de carreira, num horizonte de longo prazo, de cerca de 20 anos.

“Esses achados mostram que o Senai deve continuar avançando não apenas na oferta de cursos alinhados às novas tecnologias e à economia de baixo carbono, mas também no papel de orientar o jovem, indicando tendências, mapeando oportunidades e reduzindo a distância entre o que ele busca e o que a indústria realmente demanda”, afirma Gustavo Leal, diretor geral do Senai.

Fonte: Folha de São Paulo
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