Mais de um terço das demissões qualificados em 2023 foram pedidos por colaboradores; veja as causas

Mais de um terço das demissões qualificados em 2023 foram pedidos por colaboradores; veja as causas

Publicado em 4 de março de 2024

Dado reforça o desafio nas empresas para reter talentos e evitar a ampliação da taxa de turnover.

O jornalista Rafael Vigna colabora com a colunista Marta Sfredo, titular deste espaço

O chamado turnover voluntário, ou seja,  a taxa de rotatividade de funcionários, é um indicador crítico para as empresas. Reflete a movimentação daqueles colaboradores que decidem deixar a organização por vontade própria. Segundo informações do Índice de Confiança Robert Half, que usa a base de dados do cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a representatividade de saídas voluntárias no total de desligamentos entre os profissionais mais qualificados (aqueles com formação superior completa e mais de 25 anos) foi de 39% em 2023.

De acordo com os resultados da pesquisa, a maior parte das empresas (41%) experimentou um volume de turnover voluntário menor do que 5% em 2023. Cerca de 25% tiveram uma taxa de rotatividade entre 5% e 10%, enquanto 23% enfrentaram uma taxas superiores a 10%. Os 11% restantes não souberam responder.

Na comparação com o ano anterior, quase metade das empresas (47%) relatou que o turnover em 2023 foi igual ao registrado em 2022. Entretanto, 24% observaram um aumento, sugerindo desafios na retenção de talentos. Por outro lado, 15% registraram uma redução. Entre os entrevistados, 14% preferiram não responder.

Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half diz encarar a rotatividade como uma oportunidade para oxigenar a companhia e agregar diversidade de ideias e de experiências aos negócios. O problema, acrescenta, está nos extremos.

– Na minha percepção, o turnover não deve ser encarado pela ótica da redução, mas sim com o cuidado de que seja um índice saudável para organização – analisa.

Por outro lado, na  visão do executivo, as altas taxas de tendem a gerar perda de conhecimento, prejuízos na qualidade das entregas e desperdício de investimentos em treinamento. Por outro lado, índices próximos de zero podem, em alguns casos, acobertar um cenário de comodismo.

Principais causas das saídas voluntárias 

  • Melhores oportunidades em outras empresas
  • Falta de oportunidades de crescimento na empresa
  • Salários abaixo da média do mercado
  • Problemas de conciliação entre trabalho e vida pessoal
  • Falta de reconhecimento e recompensas
  • Retorno ao trabalho presencial
  • Dificuldades de comunicação e feedback
Fonte: Gaúcha GZH
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