Mapa do Emprego do RS aponta aumento de 2,3% no trabalho formal gaúcho entre o início da pandemia e 2021

Mapa do Emprego do RS aponta aumento de 2,3% no trabalho formal gaúcho entre o início da pandemia e 2021

Publicado em 1 de março de 2023

Ferramenta lançada pela Fecomércio-RS reúne últimos dados disponíveis da Rais, apurada pelo IBGE, considerada o Censo do mercado com carteira assinada no país.

A Fecomércio-RS antecipou à coluna a divulgação da 12ª edição de seu Mapa do Emprego. Trata-se de uma ferramenta interativa que toma por base os dados de 2021, portanto, os mais recentes disponibilizados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais) – considerada o Censo do mercado formal no país e apurada pelo IBGE.

Vale uma ressalva. É que o intervalo em questão demarca a forte aceleração da informalidade no país. E, nesta nesta terça-feira (28), para se ter uma ideia, com base em outro indicador do IBGE: o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), essa categoria atingiu o recorde na série histórica medida desde 2012. É que o número de trabalhadores sem sem carteira assinada cresceu 14,9% – de 11,2 milhões, em 2021, para 12,9 milhões, em 2022, aponta o instituto. E esse tipo vaga não é captada pela Rais e, portanto, pelo Mapa da Fecomércio.

De volta a 2021, com foco apenas nas carteiras assinadas, o ano permite, entre outras análises, realizar comparativos mais precisos e setoriais sobre a trajetória de recuperação dos empregos formais no Estado, tendo 2019, o início da pandemia, como referencial.

Algumas delas: há dois anos, os 2,96 milhões de vínculos no RS superavam em 2,3% (próximo da estabilidade) o patamar da pré-pandemia. Indústria de transformação (22,2%), comércio (20,8%), administração pública (15,2%) puxavam as maiores participação nas vagas ativas daquele momento.

A economista da Fecomércio-RS, Giovanna Menegotto, lembra que, em igual recorte (2019/2021), enquanto alguns segmentos deixavam para trás a crise – informação e comunicação (+16,75%), saúde humana e serviços sociais (+8%), indústria de transformação (+7,41%) – outros enfrentavam dificuldades.

É o caso dos Serviços, dependentes da atividade presencial, que seguiam no campo negativo: alojamento e alimentação (-16,66%), educação (-9,77%), transporte e armazenagem (-4,29%). A pesquisa na ferramenta também aponta para  os municípios que não haviam retomado o patamar de 2019. Dentre os quais, Porto Alegre (-3,31%), cidade que, sozinha, respondia por 22,2% de todos os empregos formais gaúchos – mesmo que tenha pouco mais de 13% da população do Estado – apresentava a  maior concentração.

Outro aspecto que chama a atenção. Na Capital, a administração pública (167,3 mil vínculos) correspondia a 25,5% da totalidade dos 656,9 mil empregos em estoque na cidade e liderava o ranking entre as principais atividades, em 2021, seguida pelo comércio (15,3%) e por funções administrativas (13,1%). Como as remunerações do setor público tendem a ser maiores, isso ajuda a elevar a concentração da renda na comparação com outras regiões do RS.

Fonte: Gaúcha GZH
No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.