22 mar Marinho quer desonerar a folha
Marinho quer desonerar a folha
Em encontro na Fiergs, titular do Trabalho e Emprego também defendeu taxação de fortunas.
E m meio a discussões sobre a reforma tributária, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender ontem em Porto Alegre a desoneração da folha de pagamento de setores da economia como parte do processo de retomada do crescimento do país. No primeiro encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do RS (Fiergs), ele também afirmou que é preciso taxar grandes fortunas para “aliviar a carga na produção e nas costas do trabalhador”. “E só tem um setor que pode responder a isso, que é o setor dos bilionários”, destacou. Conforme Marinho, a medida permitiria manter o financiamento da Previdência e um ambiente favorável para o crescimento da economia.
O ministro reconhece que a oneração da folha atrapalha vários setores, e avalia que é preciso “pesar” menos na folha de pagamento da produção. “É preciso ir para a renda, seja no faturamento das empresas, seja dos bilionários. Temos 1% do nosso povo que tem muito e que paga pouco, até porque no Brasil não tem imposto sobre lucros e dividendos”, ressaltou. “Quem vive da especulação não paga imposto no Brasil, isso é uma grande contradição. Só dois países no mundo não têm imposto sobre lucros e dividendos: o Brasil e a Estônia. Alguma coisa está errada”, observou o ministro. Durante o encontro, Marinho afirmou que as preocupações da indústria são as mesmas do governo, como reindustrializar o país e gerar emprego e renda. “É preciso reduzir os juros, isso está pegando pesado contra a atividade econômica, especialmente na indústria”, alertou. Marinho ainda afirmou que é importante revisar a reforma trabalhista e reforçar a participação de sindicatos no local de trabalho. “Quanto menos o governo interferir nesse processo, melhor é para essa maturidade entre trabalhadores e empregadores”, concluiu. “Se tiver entendimento entre as partes, facilitará o entendimento com o Parlamento e o trâmite para qualquer revisão, seja o processo sindical ou o processo trabalhista”, assinalou.
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