03 jan Ministro da Secretaria-Geral diz que ‘Conselhão’ será recriado
Ministro da Secretaria-Geral diz que ‘Conselhão’ será recriado
Diálogo entre patrões e empregados sobre eventuais mudanças na reforma trabalhista passará por Márcio Macêdo.
O novo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo (PT), disse nessa segunda-feira (2) que a pasta vai auxiliar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “estabelecer um diálogo entre patrões e empregados” sobre eventuais mudanças na reforma trabalhista. Na campanha presidencial, Lula prometeu que iria rever pontos da legislação aprovada em 2017, na gestão Michel Temer.
Além disso, Macêdo confirmou que o governo irá recriar, de fato, o chamado Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão”.
O órgão reunirá trabalhadores, empresários e sociedade civil para discutir projetos para o país. O Conselhão ficará sob o controle do ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
“O presidente Lula disse que, em relação à reforma trabalhista, vai colocar todo mundo na mesa para conversar, os patrões, os empregados e a sociedade. Nós vamos ajudar nesse processo de diálogo para chegar numa formatação que possa atender as demandas da sociedade brasileira. Lula disse também que vai reeditar o Conselhão e estabelecer mesas de diálogo, nós vamos cumprir essa determinação”, disse ele.
Por fim, Macêdo comentou os apelos da militância para que a atual gestão não “anistie” eventuais irregularidades cometidas pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de ter sido designado para manter diálogo próximo com movimentos sociais e populares, o ministro defendeu que a gestão petista não pode ter caráter “revanchista”, mas, sim, de união nacional.
“Não tem nenhum revanchismo aqui, queremos unificar o país. Quem cometeu seus crimes ou delitos que pague por eles à luz da legislação. O que queremos é unificar o país e virar essa página de violência, intolerância, falta de respeito. Agora é virar essa página e apostar na unidade nacional, na construção de um país unificado”, defendeu.
Empossado nessa segunda-feira como ministro, o ex-tesoureiro do PT, é hoje um dos vice-presidentes nacionais da legenda, cargo que deve abandonar nos próximos dias. No governo, Macêdo ocupará um posto muito próximo ao presidente Lula e, inclusive, despachará de dentro do Palácio do Planalto.
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