MP investiga influenciador Rico Melquiades por coação eleitoral contra funcionárias

MP investiga influenciador Rico Melquiades por coação eleitoral contra funcionárias

Publicado em 15 de setembro de 2026

Em vídeo publicado nas redes sociais, influenciador questiona funcionárias e diz que quem for petista será demitida. O g1 tenta localizar o Rico Melquiades.

https://g1.globo.com/al/alagoas/video/mp-eleitoral-pede-investigacao-de-rico-melquiades-por-coacao-eleitoral-contra-funcionarias-14959106.ghtml

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) em Alagoas informou, nesta segunda-feira (14), que instaurou um procedimento e investiga uma possível coação eleitoral praticada pelo influenciador Rico Melquíades contra funcionárias. A investigação está na fase inicial.

O MP informou ainda que encaminhará o caso à Polícia Federal (PF) para investigação na esfera criminal, diante de uma “possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral”.

🔎O artigo define como crime o uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido.

O g1 tenta localizar a defesa de Rico Melquiades.

Rico publicou um vídeo, no último sábado (12), em que aparece questionando as funcionárias sobre quem paga os salários delas e dizendo que quem fosse petista seria demitida (veja acima).

“Não quero petista aqui dentro [de casa] também. Você é PT, Manuela? Responda. Você vai ser PT, Manuela? Está demitida. Traga a sua carteira [de trabalho]. Vai para a rua, viu? Pode trazer a sua carteira”, disse o influenciador no vídeo.

Manuela responde aos questionamentos apenas com um “aham”. Outra funcionária, que não teve o nome revelado no vídeo, afirmou que era petista, mas que, por causa do trabalho, desistiu de apoiar candidatos da legenda.

Para o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, a conduta retratada no vídeo é ilícita e não pode ser admitida no ambiente de trabalho. O MP informou também que levará o caso à Justiça Eleitoral.

Segundo Marcial Duarte Coêlho, o caso não pode ser tratado como uma brincadeira, e isso não afasta a gravidade da conduta atribuída a Rico Melquiades.

“Não se trata de brincadeira quando existe uma relação de poder e se coloca o emprego de uma pessoa em jogo por causa de sua posição política. A liberdade do voto precisa ser respeitada integralmente, sobretudo quando de um lado está quem paga o salário e, do outro, trabalhadores submetidos a essa relação de dependência”, disse o procurador

Fonte: G1
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