“Não se teria capacidade de sustentar”, dizem supermercados sobre fim da escala 6×1 de funcionários

“Não se teria capacidade de sustentar”, dizem supermercados sobre fim da escala 6×1 de funcionários

Publicado em 12 de novembro de 2024

Proposta apresentada por deputado também reduz jornada semanal de 44 para 36 horas.

Um dos setores que abre suas lojas mais dias na semana é o de varejo de alimentos. Por isso, a coluna perguntou ao presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, sobre o impacto do projeto de emenda constitucional que proíbe a escala 6×1 (trabalha seis dias e folga um) e reduz de 44 a 36 horas semanais a jornada semanal.

– Respeitamos a proposta, mas acreditamos que é uma hora imprópria. Não vai gerar mais empregos, não se teria capacidade de sustentar isso. A operação dos supermercados continuaria a mesma, as pessoas não deixariam de comprar, e teríamos mais escassez de mão de obra. Ainda se estivéssemos em um cenário com desemprego alto, mas não é o caso. As pessoas têm que buscar a valorização da sua renda através do trabalho.

O fim da jornada de trabalho de 6 dias trabalhados por um dia de descanso ganhou destaque neste domingo (10) nas redes sociais. O debate sobre a proposta ficou em primeiro lugar nos assuntos mais discutidos pelos internautas na rede social X, antigo Twitter.

A extinção da jornada 6×1 faz parte de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) na Câmara dos Deputados.

 A parlamentar tem se engajado nas redes sociais para pressionar os deputados a assinarem o requerimento de apoio à PEC, que precisa de 171 assinaturas para ser apresentada oficialmente. Até o momento, Érika conseguiu metade dos apoios necessários.

Fonte: Giane Guerra
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