12 nov “Não se teria capacidade de sustentar”, dizem supermercados sobre fim da escala 6×1 de funcionários
“Não se teria capacidade de sustentar”, dizem supermercados sobre fim da escala 6×1 de funcionários
Proposta apresentada por deputado também reduz jornada semanal de 44 para 36 horas.
Um dos setores que abre suas lojas mais dias na semana é o de varejo de alimentos. Por isso, a coluna perguntou ao presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, sobre o impacto do projeto de emenda constitucional que proíbe a escala 6×1 (trabalha seis dias e folga um) e reduz de 44 a 36 horas semanais a jornada semanal.
– Respeitamos a proposta, mas acreditamos que é uma hora imprópria. Não vai gerar mais empregos, não se teria capacidade de sustentar isso. A operação dos supermercados continuaria a mesma, as pessoas não deixariam de comprar, e teríamos mais escassez de mão de obra. Ainda se estivéssemos em um cenário com desemprego alto, mas não é o caso. As pessoas têm que buscar a valorização da sua renda através do trabalho.
O fim da jornada de trabalho de 6 dias trabalhados por um dia de descanso ganhou destaque neste domingo (10) nas redes sociais. O debate sobre a proposta ficou em primeiro lugar nos assuntos mais discutidos pelos internautas na rede social X, antigo Twitter.
A extinção da jornada 6×1 faz parte de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) na Câmara dos Deputados.
A parlamentar tem se engajado nas redes sociais para pressionar os deputados a assinarem o requerimento de apoio à PEC, que precisa de 171 assinaturas para ser apresentada oficialmente. Até o momento, Érika conseguiu metade dos apoios necessários.
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