28 ago No RS, 439 mil pessoas perdem o trabalho no segundo trimestre
No RS, 439 mil pessoas perdem o trabalho no segundo trimestre
Conforme o IBGE, população ocupada caiu para 5,14 milhões, menor nível da série histórica.
A crise do coronavírus encolheu o tamanho da população com trabalho formal ou informal no Rio Grande do Sul. No segundo trimestre, o número de pessoas ocupadas caiu para 5,14 milhões no Estado. É o menor nível da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados a partir de 2012.
Na prática, isso quer dizer que o grupo de trabalhadores empregados perdeu 439 mil integrantes em relação ao primeiro trimestre (5,579 milhões). O número supera a população de um município como Canoas, na Região Metropolitana (348,2 mil habitantes). A informação, divulgada nesta sexta-feira (28), faz parte da pesquisa Pnad Contínua Trimestral.
– Os números mostram que há menos gente com renda do trabalho na população gaúcha. Parte das pessoas passou a depender de recursos como os do auxílio emergencial – salienta Walter Rodrigues, coordenador da pesquisa do IBGE no Estado.
O comércio, um dos motores da economia, foi o setor que mais perdeu ocupados. Na passagem do primeiro para o segundo trimestre, o contingente de trabalhadores nesse ramo passou de 992 mil para 874 mil, redução de 118 mil postos.
A destruição de empregos, entretanto, ainda não aparece com a mesma intensidade no cálculo de desemprego. Isso ocorre porque, segundo a metodologia usada pelo IBGE, uma pessoa está desempregada quando perde o trabalho e segue buscando novas oportunidades, com ou sem carteira assinada. Ou seja, quem foi demitido durante a crise, mas ainda não voltou a procurar vagas, não pressiona os dados de desocupados neste momento.
Conforme o IBGE, a população desempregada foi estimada em 535 mil no segundo trimestre. Significa acréscimo de 31 mil pessoas frente ao início deste ano (504 mil).
Assim, a taxa de desemprego subiu 1,1 ponto percentual, para 9,4%, entre abril e junho. É a maior da série histórica no Estado, sinaliza o IBGE. Mesmo assim, representa a terceira menor do país.
Entre janeiro e março, o indicador de desocupação estava em 8,3% no Rio Grande do Sul. No segundo trimestre de 2019, em 8,2%.
A pesquisa aponta que o grupo fora da força de trabalho também avançou com a pandemia. Essa parcela engloba pessoas que não estão ocupadas nem desocupadas. Ou seja, tende a absorver quem perdeu o emprego, mas não voltou a buscar oportunidades.
No segundo trimestre, o contingente fora da força de trabalho chegou a 4 milhões. Teve elevação de 520 mil integrantes ante o período de janeiro a março (3,487 milhões).
Sorry, the comment form is closed at this time.