18 maio Nova gestão do TRT-RS defende papel de pacificação social do judiciário e uso seguro da IA
Nova gestão do TRT-RS defende papel de pacificação social do judiciário e uso seguro da IA
Publicado em 18 de maio de 2026
Para além da sua função principal, o judiciário deve exercer um papel cada vez mais próximo e conectado com a sociedade, realizando, principalmente, a promoção dos direitos humanos e do trabalho decente. A nova administração do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS), que compõe a gestão da instituição para o biênio 2025/2027, debateu esse e outros temas voltados ao setor na manhã desta sexta-feira (15), em visita ao Jornal do Comércio.
O diretor-presidente do JC, Giovanni Jarros Tumelero, recebeu o presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, o presidente da Comissão de Comunicação Social e Relações Institucionais do TRT, desembargador Emílio Papaléo Zin, o diretor da Secretaria de Comunicação Social, Juliano Machado, e o assessor de imprensa, Eduardo Matos.
Buscando atingir esses objetivos, a gestão, empossada em dezembro de 2025, também inaugurou, na última sexta-feira, dia 8 de maio, a Assessoria de Promoção do Trabalho Decente e dos Direitos Humanos (Asprodec). A iniciativa busca ser um espaço para planejar, executar e monitorar ações institucionais voltadas à promoção dos direitos humanos, do trabalho decente e do acesso à Justiça.
“Hoje o judiciário não tem só a sua função primordial, mas ele também tem que estar conectado com a sociedade. E isso vem de cima. São exigências dos conselhos superiores. Eles exigem que o judiciário, a gente não pode ficar encastelado em um prédio. A gente tem que sair, tem que conversar com a sociedade”, pontua Corrêa.
A constante evolução tecnológica, o aumento do uso da Inteligência Artificial (IA) e seus impactos no judiciário também são preocupações centrais da nova gestão. O presidente do TRT-RS considera que não existe mais disputa com a IA, ela já faz parte da nova realidade. Agora, a tarefa é pensar maneiras de utilizar essa ferramenta de forma responsável e segura. “Tudo tem que ter supervisão humana. A IA auxilia na operacionalização, aqueles atos que a gente faria, hoje eles são automatizados, vamos dizer assim. Mas a decisão em si, se eu vou decidir de uma maneira ou de outra, tem que ser o juiz, tem que ser o humano”, destaca.
Corrêa também reforça que, hoje, o judiciário não pode utilizar uma IA que não seja previamente determinada e autorizada. Atualmente, o TRT-RS conta com uma ferramenta própria, o Galileu – idealizado no Estado e lançado oficialmente em 2024 -, nacionalizada pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).
Nesta semana, inclusive, a ferramenta foi responsável por identificar uma tentativa de manipulação em petição inicial de processo julgado pela 3ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA). O caso é tratado em sentença proferida nessa quarta-feira (12) pelo juiz Luiz Carlos de Araújo Santos Junior.
“O Galileu opera com uma base de dados do próprio juiz, vai alimentando com as sentenças e as decisões dele. Pode dar sugestões, mas a decisão é humana. Ele não formula nada, ele auxilia”, reforça o presidente.
Fonte: Jornal do Comércio
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