01 set Número de trabalhadores sem carteira assinada bate recorde no Brasil
Número de trabalhadores sem carteira assinada bate recorde no Brasil
Número de empregados sem carteira assinada no setor privado bateu recorde da série histórica chegando a 13,1 milhões de pessoas.
A falta de trabalho remunerado ainda atinge 9,9 milhões de pessoas no Brasil, mas a taxa de desemprego no trimestre de maio a julho teve recuo de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril (quando foi de 10,5%) e de 4,6 pontos percentuais na comparação com igual período do ano passado (13,7%), alcançando o menor nível desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta quarta-feira (31).
O número de trabalhadores sem carteira assinada, por outro lado, bateu recorde e é o maior da série histórica. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador aumentou 4,8% em relação ao trimestre encerrado em abril, chegando a 13,1 milhões de pessoas.
A taxa de informalidade, porém, teve leve redução, ficando em 39,8% da população ocupada, com 39,3 milhões de pessoas, contra 40% no trimestre anterior. A população fora da força de trabalho ficou estável em julho, com 64,7 milhões de pessoas.
O IBGE destaca que o acréscimo de pessoas no mercado de trabalho foi disseminado entre as categorias de emprego. O número de trabalhadores domésticos subiu 4,4% frente ao trimestre anterior e registrou 5,9 milhões de pessoas. O número de empregadores chegou a 4,3 milhões de pessoas, aumento de 3,9%.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado subiu 1,6% no trimestre e ficou em 35,8 milhões de pessoas. Já a quantidade de trabalhadores por conta própria foi de 25,9 milhões de pessoas, o que significa um crescimento de 1,3%. Os empregados no setor público somaram 12 milhões no período analisado, um aumento de 4,7% no trimestre.
A população que está desalentada, ou seja, que não está ocupada nem procurando trabalho, mas gostaria de trabalhar, caiu 5% no trimestre e chegou a 4,2 milhões de pessoas. Na comparação anual, a queda chegou a 19,8%, o que representa menos 1 milhão de pessoas. O percentual de desalentados correspondeu a 3,7% da força de trabalho no trimestre encerrado em julho.
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