13 mar O escritório ideal depende da personalidade do funcionário. E agora?
O escritório ideal depende da personalidade do funcionário. E agora?
Um novo estudo mostra que o desenho do local de trabalho impacta o foco e o bem-estar do empregado de acordo com suas características pessoais.
Como definir um escritório ideal? Um novo estudo indica que ele depende da personalidade do funcionário.
A pesquisa, publicada no Journal of Research and Personality, descobriu que pessoas mais extrovertidas costumam ser mais felizes e mais focadas em escritórios abertos, com mesas que não são separadas por divisórias. Por outro lado, pessoas mais introvertidas e que tendem a se preocupar mais são mais felizes e focadas em escritórios isolados.
Para chegar a esses resultados, os pesquisadores se basearam em dados coletados por meio do projeto de pesquisa “Wellbuilt for Wellbeing”, liderado por Esther Sternberg, diretora de pesquisa do Andrew Weil Center for Integrative Medicine da Universidade do Arizona (EUA).
Mais de 270 funcionários de escritório em quatro prédios usaram sensores de rastreamento de saúde e receberam perguntas em seus smartphones perguntando como se sentiam no momento. Os pesquisadores relacionaram vários aspectos da saúde e bem-estar dos funcionários, incluindo atividade, estresse, sono, comportamento, foco e humor, a diferentes aspectos do ambiente em que os funcionários trabalhavam, incluindo o tipo de estação de trabalho.
“Isso sugere que o espaço de trabalho deve ser projetado para se adequar ao trabalhador, e não o contrário”, comentou Sternberg.
“Como psicólogos da personalidade, sabemos que as pessoas são muito diferentes e que precisam de coisas diferentes para estarem bem e se sair bem”, diz uma das autoras da pesquisa, Erica Baranski, professora assistente de psicologia na California State University, East Bay. “Ao mesmo tempo, como se estima que passamos até 90% do nosso tempo dentro de um espaço fechado, em grande parte no local de trabalho, é imperativo que esses espaços se adaptem às necessidades individuais. No entanto, historicamente, as organizações tratam todas as pessoas como sendo e precisando do mesmo espaço – um modelo de tamanho único.”
Sternberg afirma que para recrutar e reter funcionários as organizações precisam se concentrar no bem-estar de sua força de trabalho.
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