14 set “O governo vai gastar, mas prefiro que gaste para gerar empregos”, diz relator de projeto que prorroga desoneração da folha
“O governo vai gastar, mas prefiro que gaste para gerar empregos”, diz relator de projeto que prorroga desoneração da folha
Ao “Gaúcha Atualidade”, Jerônimo Goergen (PP-RS) afirmou que efeitos de uma possível rejeição da proposta podem ser sentidos já neste ano, com aumento do desemprego.
Um projeto de lei que tramita no Congresso propõe a prorrogação da desoneração da folha de pagamento até o final de 2026. Relator da proposta, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) argumenta que mais de 8 milhões de empregos são gerados pelos 17 setores beneficiados com a medida — em vigor desde 2011 e que, pelas regras atuais, terminaria em dezembro.
— Se não houver (a prorrogação da) desoneração haverá desemprego, junto com gastos em auxílios, seguro-desemprego, Bolsa Família (…) O governo vai gastar, mas prefiro que gaste para gerar empregos — disse o parlamentar em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira (13).
A desoneração consiste em trocar os tributos sobre os salários dos empregados por uma alíquota sobre o faturamento. Atualmente, essas empresas podem escolher entre pagar 20% de contribuição previdenciária sobre os salários dos funcionários ou uma alíquota que vai de 1% a 4,5% sobre o faturamento bruto.
Goergen teme que os impactos de uma possível rejeição da prorrogação da desoneração já possam ser sentidos ainda em 2021, com aumento do desemprego no país.
— Desta forma como está, como o governo sinalizou, nenhum setor teria desoneração. Com isso, o desemprego já ocorreria antes do final do ano, pois os contratos feitos para o ano que vem já levam em conta a desoneração — afirmou.
No começo do mês, Goergen se reuniu com a ministra da Secretaria de Governo da Presidência, Flávia Arruda, juntamente com representantes dos 17 setores para discutir o tema. No mesmo dia, o deputado esteve em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse que o tema seria pautado na quarta e última etapa da reforma tributária.
O deputado quer votar o projeto na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara no dia 15 de setembro e busca obter o apoio do governo para isso.
Ouça a entrevista completa:
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