“O papel da OAB/RS é representar incansavelmente o advogado e as suas prerrogativas onde quer que ele esteja”, afirma Breier

“O papel da OAB/RS é representar incansavelmente o advogado e as suas prerrogativas onde quer que ele esteja”, afirma Breier

Publicado em 7 de outubro de 2016

15.00

“O papel da OAB/RS é
representar incansavelmente o advogado e as suas prerrogativas onde quer que
ele esteja”, afirma Breier

 

O presidente da OAB/RS,
Ricardo Breier,
palestrou, na noite desta quarta-feira (05), no I Happy Hour promovido
pela Associação dos Advogados Trabalhistas de Empresa do Rio Grande do Sul (Satergs). O dirigente abordou o tema: Defesa das
prerrogativas dos advogados da Justiça do Trabalho, no auditório da seccional
gaúcha.

 

O presidente da Satergs,
Eduardo Caringi Raupp, abriu o evento destacando que a ideia do encontro é
debater assuntos de interesse que envolvem o dia a dia da Justiça do Trabalho.
“O tema das prerrogativas é um assunto que muitas vezes nos passa despercebido,
mas que é de extrema relevância para todos nós advogados”.

 

Segundo ele, atos de
violações às prerrogativas é uma problemática frequente na JT. “Especialmente
na advocacia trabalhista e na advocacia patronal, temos uma cultura de
violações que vem sendo praticados de forma constante. O meu receio é que temos
criados juízes superpoderosos e advogados medrosos. Se não conhecermos até onde
podemos ir, se não ficarmos atentos aos canais que podemos denunciar essas
violações e sabermos o que a OAB/RS pode fazer por nós, vamos deixar criar
ainda mais forte essa cultura que vem do passado e que não podemos permitir
mais”, afirmou.

 

Na sua explanação, Breier ressaltou que o papel da OAB/RS é
representar incansavelmente o advogado e as suas prerrogativas aonde quer que
esteja, bem como destacou o resgate da instituição a partir de 2007. Conforme Breier, a
entidade teve, durante muitos anos, uma cultura de não pensar e acolher o
advogado. “A OAB/RS vem mudando essa postura desde a gestão do presidente
Claudio Lamachia e a do presidente Marcelo Bertoluci.
Hoje estamos atuando também fortemente para estarmos mais próximos dos
advogados”, frisou o dirigente.

 

Breier ainda afirmou que há muitas violações de prerrogativas na Justiça
do Trabalho. “Às vezes há mais casos [na JT] que em alguma uma delegacia de
polícia, em que o advogado, de certa forma, não possui respeito de uma simples
audiência até na intromissão dos seus honorários”, disse.

 

Dando sequência na sua
retórica, o dirigente seccional salientou que a Comissão de Defesa, Assistência
e Prerrogativas dos Advogados (CDAP) é o carro-chefe da sua gestão e que irá
capacitar ainda mais a comissão. “Contratamos três advogados, estamos
informatizando a comissão, temos um canal 24 horas, um presidente atuante e
membros que julgam rapidamente e dão as respostas efetivas aos processos que
atentam contra os advogados”, explicou.

 

“Essa direção está de portas
abertas para o diálogo, e vamos sempre procurar da melhor maneira possível
representar os advogados gaúchos e os advogados trabalhistas no exercício de
suas funções”, concluiu o dirigente seccional.

 

Dando continuidade ao
encontro, o presidente da CDAP, Eduardo Zaffari, conversou com os profissionais
ampliando o diálogo sobre o funcionamento da Comissão. De acordo com ele, os
profissionais precisam conhecer as suas prerrogativas e saber como pedir
auxílio no momento necessário. “Eu estou 24 horas de plantão para auxiliar
todos os advogados que pedirem um esclarecimento. Hoje há na Ordem 100
profissionais atuando de forma abnegada em favor da defesa das prerrogativas,
além de termos três advogados que são pagos pelas nossas anuidades para nos
defender”, explicou. “Não devemos temer juiz, promotor, delegado, e isso não
quer dizer que tenhamos que ser deselegantes, mas que entendamos que temos a
condição de defender as nossas prerrogativas quando a conhecemos devidamente”,
disse.

 

Zaffari ainda salientou que
o site da Comissão está disponível para que todos possam acessar e consultar as
prerrogativas. “Precisamos da ajuda dos senhores. Tragam ao conhecimento da
Ordem as violações das prerrogativas para que possamos levar à corregedoria ou
ao CNJ, a fim de que eventualmente seja concedido um desagravo público”,
destacou.

Normal
0

21

false
false
false

PT-BR
X-NONE
X-NONE

Fonte: OAB/RS
No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.