Pedidos de demissão batem recorde nos EUA

Pedidos de demissão batem recorde nos EUA

Publicado em 4 de maio de 2022

Cerca de 4,5 milhões de americanos deixaram seus empregos em março, um novo recorde, assim como o número de vagas de trabalho em aberto na economia dos EUA, de 11,5 milhões.

 Cerca de 4,5 milhões de americanos deixaram seus empregos em março, um novo recorde, em um sinal de que estão confiantes e que podem encontrar salários mais altos ou melhores condições de trabalho em outras empresas.

O número de vagas de trabalho em aberto na economia dos EUA também subiu para novo recorde de 11,5 milhões no fim de março, segundo informou ontem o Departamento de Trabalho. Os dois dados mostram a dificuldades dos empregadores em contratar funcionários em um ambiente de inflação em alta.

O número recorde de empregos em aberto e as demissões voluntárias estão forçando as empresas a aumentar os salários e oferecer incentivos para atrair trabalhadores, o que, por sua vez, incentiva ainda mais funcionários a deixar seus cargos atuais.

“Os trabalhadores têm forte segurança no emprego e confiança em sua capacidade de encontrar um novo trabalho”, disse Nick Bunker, diretor de pesquisa econômica do Hiring Lab. “O mercado de trabalho ainda é um mercado de quem procura emprego. Algo dramático terá que acontecer para que isso mude no curto prazo.”

O número de novas contratações caíram para 6,73 milhões no fim de março, de 6,83 milhões em fevereiro, enquanto os desligamentos subiram de 6,08 para 6,32 milhões, no mesmo período.

O aumento das vagas em aberto foi puxado pela maior oferta do comércio varejista e da indústria de bens duráveis. Isso reforça a pesquisa de atividade industrial do Instituto de Gestão de Oferta (ISM), divulgada na segunda-feira), que mostrou que as fábricas ainda enfrentam dificuldades com a escassez de mão de obra.

Líderes empresariais estão pressionando o governo federal a afrouxar as restrições de imigração para combater a escassez de mão de obra. Segundo eles, as restrições nas fronteiras relacionadas à pandemia reduziram a chegada de trabalhadores altamente qualificados e de salários mais baixos.

Fonte: Valor Econômico
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