Plataformas assumem compromisso e vão entregar documento com pontos de consenso no GT dos aplicativos

Plataformas assumem compromisso e vão entregar documento com pontos de consenso no GT dos aplicativos

Publicado em 19 de julho de 2023

Empresas de transporte de mercadorias se comprometeram em elaborar um pacto para acelerar discussões sobre o exercício de atividades do setor. Debates sobre remuneração, transparência e indenização de custos também avançaram.

As plataformas tecnológicas de transporte de mercadorias assumiram na última reunião do GT dos aplicativos o compromisso de elaborar um documento para pactuar pontos de consenso no debate de questões relacionadas à regulamentação das atividades executadas por meio dos apps. A ideia é dar encaminhamento mais célere para discussão sem a necessidade de firmar, neste momento, acordos coletivos ou criar nova legislação.

Nesta terça-feira (18/07) ocorreu a terceira reunião do Subgrupo de Trabalho de Transporte de Mercadorias do GT, que discute o tema. O encontro aconteceu na sala do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e contou com a participação de representantes governamentais, empresas do setor e membros dos trabalhadores do subgrupo de transporte de mercadorias.

As empresas assumiram o compromisso com os motociclistas que utilizam as ferramentas tecnológicas e com membros do governo de elaborar o documento até a próxima reunião do grupo, marcada para acontecer no dia 31 de julho. A proposta, que partiu da bancada empresarial, foi aceita pelos trabalhadores.

Segundo Vitor Magnani, presidente do Movimento Inovação Digital (MID) e representante de empresas do setor, a decisão demonstra um avanço coletivo no debate em torno do tema e pode trazer benefícios concretos imediatos para a categoria.

“A proposta que será apresentada nos próximos dias não tem o objetivo de abordar os conflitos jurídicos, mas sim focar no que é possível realizar de imediato. A ideia é que as empresas, juntamente com todos os sindicatos e o governo, assinem um compromisso que traga benefícios diretos para a classe trabalhadora. Esse é o nosso objetivo principal”, afirmou.

Canindé Pegado, secretário-geral da UGT Nacional, que participou da reunião, afirmou que diante do anúncio da bancada dos empresários de abertura para discussão e interesse em estabelecer um pacto, surge a perspectiva de avanço nas negociações. Para o representante da UGT, embora não haja garantia de concordância imediata, é possível classificar este acordo momentâneo como um avanço.

“O anúncio por parte da bancada dos empresários em abrir a discussão com o interesse em fomentar uma espécie de pacto, significa sim um avanço. Não necessariamente a gente vai concordar, mas a negociação se dá desse jeito mesmo. É aguardar que as outras partes se sensibilizem e apresentem uma proposta para que a negociação se efetive”, disse o secretário-geral da UGT Nacional. 

GT AVANÇA NO DEBATE SOBRE REMUNERAÇÃO

Para o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, a negociação também avançou em outros pontos importantes que vão além da decisão de elaborar o documento.

“Acho que pela primeira vez houve um acordo, tanto dos trabalhadores quanto dos empregadores, que tem que ter de fato a remuneração mínima. Houve um avanço no possível acordo sobre a indenização dos custos que cada serviço tem como seguro, gasolina e equipamento de proteção”, afirmou.

Segundo Macena, pela primeira vez as plataformas também se mostraram favoráveis de ampliar a transparência. “Um outro ponto que apareceu aqui na mesa por uma parte dos empregadores é em relação a transparência também sobre alguns dados. Tem que ter uma transparência, tem que saber exatamente, como é que se dão os bloqueios. Porque se dão os bloqueios”, considerou.

Os trabalhadores e empregadores, disse o secretário-executivo, vão trocar suas propostas nas próximas semanas e vão discutir os números. “Quiçá na próxima reunião a gente já firme pelo menos um compromisso sobre os pontos mínimos que essa mesa conseguiu avançar”, concluiu.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.